Em entrevista concedida à Melody Maker em 1992, Krist Novoselic, baixista do Nirvana, apontou Mark Knopfler, Bruce Springsteen e Genesis como representantes de uma música associada à geração dos pais. A declaração ocorreu durante o período de grande sucesso da banda, impulsionado pelo álbum “Nevermind”.
Novoselic fez uma comparação entre os artistas mais velhos e o público jovem do Nirvana. Para ele, os pais ficavam com Knopfler, Springsteen e Genesis, enquanto os filhos ouviam o Nirvana. Na mesma fala, afirmou que a banda buscava oferecer energia e entusiasmo aos jovens, sem assumir uma posição de liderança.
“Os pais têm Mark Knopfler, Bruce Springsteen e Genesis, e os filhos têm o Nirvana”, disse Novoselic. O músico também questionou se os artistas mais velhos deveriam ser reconhecidos como rock and roll, sugerindo que o trabalho deles poderia ser visto apenas como entretenimento.
A entrevista também trouxe uma provocação ao hair metal. Novoselic disse que o Nirvana não queria assumir o papel de astros que circulavam de limusine, frequentavam festas do Grammy ou participavam de partidas de softbol da MTV, como o Mötley Crüe.
Apesar da crítica ao comportamento associado ao estrelato, o baixista reconheceu que o Nirvana vendia mais discos e tocava para mais pessoas. Também afirmou que a maior parte dos fãs antigos havia permanecido ao lado da banda e compreendia o momento vivido pelo grupo.
A ideia de “rock de tiozão” não se limitava aos três nomes citados por Novoselic. Dire Straits, Phil Collins, Sting em carreira solo, R.E.M., Eric Clapton em fase acústica, John Lennon e os discos de covers de Emerson Nogueira também foram lembrados como artistas enquadrados nessa categoria.







