Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Pink Floyd transforma cães, porcos e ovelhas em crítica em Animals

Lançado em 1977, o décimo álbum de estúdio do Pink Floyd organiza sua crítica social em três faixas centrais.

Pink Floyd transforma cães, porcos e ovelhas em crítica em Animals
Foto: Warner Music

Janeiro de 1977 marcou a chegada de Animals, décimo disco de estúdio do Pink Floyd. Em plena ascensão do punk, a banda respondeu aos que tratavam os grandes nomes do rock como dinossauros com um álbum de cinco faixas — três delas com mais de dez minutos — sobre cães, porcos e ovelhas. O disco alcançou o segundo lugar na Inglaterra.

Produzido pelo próprio grupo e gravado pela primeira vez no Britannia Row, estúdio da banda em Islington, Animals foi inspirado de longe em A Revolução dos Bichos, de George Orwell. Roger Waters assina quase todo o material; Dogs é a exceção, com participação de David Gilmour. As canções Dogs e Sheep já apareciam nos shows desde 1974, ainda com os nomes You’ve Got to Be Crazy e Raving and Drooling. Faltava criar o porco para completar a fazenda.

As três faixas centrais

Pigs on the Wing abre e encerra o disco em duas partes. Na gravação original, elas formavam uma única música, unida por um solo de guitarra de Snowy White. O trecho foi retirado, e a composição acabou dividida. A versão completa ficou na fita 8 tracks e também apareceu no CD Goldtop, de Snowy White, lançado em 1995. Em 2026, chegou ao streaming na coletânea 8-Tracks.

O núcleo do álbum está nas três músicas do meio. Dogs dura dezessete minutos e apresenta a hipocrisia de quem ataca os que estão abaixo e procura agradar os que estão acima. Gilmour e Waters dividem os vocais, enquanto Gilmour assume a guitarra.

Em Pigs (Three Different Ones), três porcos representam a sujeira. O terceiro verso menciona Mary Whitehouse, conhecida por pedir censura. A guitarra de Gilmour passa por talk box para reproduzir sons de animais, e o solo termina de forma abrupta.

Sheep começa com o piano elétrico de Richard Wright, incorpora uma versão distorcida do Salmo 23 e termina com a reação das ovelhas. A faixa reúne críticas aos sistemas político e econômico.

Relançado em 2018 depois de uma remixagem feita a partir das fitas originais, Animals tem um som considerado mais cru e direto que o de seus dois discos anteriores. A avaliação também relaciona o álbum a The Wall e The Final Cut. Durante a turnê, em julho de 1977, Roger Waters cuspiu em um fã na primeira fila de um show em Montreal. A reflexão sobre a distância entre banda e público começou depois desse episódio.

Com cerca de 40 minutos, o disco é descrito como uma obra de repetição fácil, concentrada nas três faixas principais. A nota atribuída à resenha é 10/10.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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