Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Pitty leva a disputa entre razão e instinto para “O lobo”

Faixa de “Admirável chip” aproxima a reflexão de Pitty das ideias de Thomas Hobbes e John Locke sobre violência, egoísmo e vida em sociedade.

Pitty leva a disputa entre razão e instinto para “O lobo”

A música “O lobo”, de Pitty, questiona até onde a humanidade consegue agir com empatia quando interesses individuais, medo e violência entram em cena. A faixa faz parte de “Admirável chip”, álbum lançado em 2003, no início da carreira solo da cantora.

A composição coloca em tensão duas imagens: a do ser humano guiado pela racionalidade e a do animal que reage para sobreviver e proteger o próprio espaço. O lobo aparece associado à busca pelo prazer individual, à recusa em ceder e à repetição de comportamentos aprendidos com os antepassados. Em um dos versos, Pitty resume essa relação: “O homem é o lobo do homem, o lobo”.

A letra também revisita a ideia de uma convivência original entre grupos humanos. Esse possível período de igualdade é interrompido pela fome e pela guerra, enquanto o sangue passa a representar a permanência dos conflitos. A canção sugere, porém, que a paz talvez nunca tenha sido uma condição efetiva da humanidade, já que qualquer situação pode se transformar em motivo para a violência.

Em vídeo publicado no próprio canal no YouTube, Pitty afirma que a faixa foi inspirada por diferentes filósofos, principalmente Thomas Hobbes, que ela estava lendo, em contraponto a John Locke. A cantora também relaciona a música à dúvida sobre a capacidade humana de manter a empatia diante de reações irracionais usadas como forma de proteção.

A referência central é a obra “O homem é o lobo do homem”, de Thomas Hobbes. Na interpretação apresentada, o título expressa a possibilidade de o ser humano se tornar seu próprio inimigo quando não existem regras capazes de organizar sua convivência. A consequência seria uma “guerra contra todos”.

A leitura conjunta da música e da obra filosófica conduz à ideia de que os conflitos atravessam diferentes períodos da história humana. O egoísmo aparece ligado à ambição, à comparação com as conquistas alheias e à sensação de que nunca se possui o bastante. Nesse ciclo, a busca por ser maior e a dificuldade de reconhecer limites alimentam a insatisfação e a percepção de que ninguém é completamente autossuficiente.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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