OAKLAND — O punk rock entrou de forma indireta no primeiro álbum do Machine Head, lançado em agosto de 1994. Robb Flynn, guitarrista e vocalista da banda, afirmou que a influência surgiu do ambiente compartilhado nos primeiros anos do grupo, sem um plano consciente para incorporá-la ao som.
Formado no início dos anos 1990, em Oakland, na Califórnia, o Machine Head ocupava uma sala de ensaio dividida com outras sete bandas. O grupo era o único de metal no espaço. As paredes estavam cobertas por cartazes de nomes do punk, conhecidos e desconhecidos.
“Éramos a única banda de metal, as outras eram todas punks e tinham decorado literalmente cada centímetro das paredes”, disse Flynn ao relembrar o período em uma entrevista.
A influência no disco
Para o músico, a exposição constante ao punk político daquele momento acabou aparecendo no processo de criação de Burn My Eyes. Ele citou bandas como Discharge, GBH e MDC, sigla de Millions Of Dead Cops, entre as referências visuais e musicais presentes naquela sala.
“Tudo isso se infiltrou inconscientemente e se manifestou em 'Burn My Eyes'”, afirmou Flynn.
O álbum apresentou o Machine Head ao público e destacou a agressividade do grupo, especialmente na faixa de abertura, “Davidian”. Sob a liderança de Flynn, a banda se consolidou na cena do metal.
Na mesma conversa, o guitarrista também relembrou uma overdose sofrida na noite em que assinou contrato com a Roadrunner. Ele sobreviveu, mas o amigo que o acompanhava morreu.








