Regis Tadeu classificou como vergonhoso o álbum ao vivo dos Mutantes lançado em 1976. A avaliação foi feita durante uma live semanal no YouTube, após um internauta comentar que já tinha ouvido o jornalista falar sobre a fase progressiva da banda, mas nunca sobre esse disco.
O espectador reconheceu que o álbum era mal gravado e havia sido renegado pela própria banda, mas disse que o considerava um de seus favoritos. Regis rejeitou a ideia de que o problema estivesse apenas na qualidade da gravação. “O disco é mal produzido, ele é mal gravado, ele é mal cortado, ele é mal editado”, afirmou.
Na sequência, o jornalista disse que o material lançado havia sido completamente mutilado. Ele também fez uma ressalva sobre o conteúdo: “Tem bons momentos ali, mas vergonhoso o que fizeram ali”.
A crítica de Regis diferencia a apresentação registrada do resultado que chegou ao vinil. Ao mencionar corte, edição e produção, ele atribui a avaliação negativa às decisões tomadas na finalização do álbum, sem estender necessariamente o julgamento ao desempenho dos músicos no palco.
O disco pertence ao período menos comentado da trajetória dos Mutantes. Depois da saída de Rita Lee e Arnaldo Baptista, o grupo, liderado por Sérgio Dias, passou a investir em um rock progressivo de longa duração, distante da tropicália associada à formação original. Essa fase segue dividindo fãs e críticos.







