Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Cinco viagens do prog que passam dos 30 minutos entram em seleção

A Passion Play, do Jethro Tull, lidera uma lista assinada por Jordan Blum com obras de cinco artistas do rock progressivo.

Uma composição do Jethro Tull abre a seleção das cinco obras de rock progressivo com mais de 30 minutos assinada pelo jornalista Jordan Blum. A Passion Play aparece no primeiro lugar, seguida por trabalhos de Phideaux, Transatlantic, Echolyn e Beardfish. Em vários casos, são peças com duração suficiente para ocupar um disco inteiro.

A escolha aceita obras divididas em partes, desde que tenham sido concebidas como uma composição única. O metal ficou fora, e cada artista aparece apenas uma vez. A proposta dá sequência a um levantamento de 2025 sobre faixas com mais de 20 minutos, que incluía Supper's Ready, do Genesis, e The Great Nothing, do Spock's Beard.

As obras selecionadas

Com pouco mais de 45 minutos, A Passion Play é dividida em quatro atos e acompanha um homem que reavalia seus princípios na vida após a morte. A obra é apresentada como sucessora de Thick as a Brick e, na avaliação de Blum, supera o trabalho anterior por ser mais sombria e exigir mais do ouvinte. O jornalista também defende o interlúdio The Story of the Hare Who Lost His Spectacles, alvo frequente de críticas, e define o disco como “uma absoluta obra de gênio”.

Snowtorch, do Phideaux, ocupa a segunda posição. Dividida em duas partes, a faixa já havia sido escolhida como a melhor música de rock progressivo de 2011. A seleção destaca a combinação de folk e prog sinfônico, as letras sobre questões ambientais e sociopolíticas e os duetos entre vozes masculina e feminina. Phideaux Xavier lidera o projeto.

Em terceiro lugar está The Whirlwind, do Transatlantic. A peça reúne Neal Morse, ex-Spock's Beard, Mike Portnoy, do Dream Theater, Pete Trewavas, do Marillion, e Roine Stolt, do The Flower Kings. Com 1h17min46s, é a mais longa da lista. O equilíbrio entre o drama teológico de Morse e o colorido de Stolt é destacado, assim como a divisão dos vocais entre os quatro músicos.

Mei, do Echolyn, vem na quarta posição. Lançada em 2002, depois de Suffocating the Bloom, de 1992, e As the World, de 1995, a suíte tem 49min28s e alterna trechos agressivos e pastorais, com arranjos que remetem a trilhas de cinema. Para Brett Kull, guitarrista e vocalista, o trabalho reflete sobre amor, esperança e redenção.

A lista termina com Sleeping in Traffic, do Beardfish. A faixa-título de um álbum duplo tem 35min44s e nasceu, segundo Rikard Sjöblom, de um sonho. A narrativa acompanha um homem em situações absurdas durante 24 horas e passa por sea shanty, disco e rock'n'roll dos primórdios.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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