NOVA IGUAÇU — A arqueologia ganhou um espaço de pesquisa e visitação dentro do Parque Histórico e Arqueológico de Iguassú Velha, na região de Tinguá. Inaugurado em 30 de abril de 2026, o Museu de Arqueologia e Etnologia de Nova Iguaçu foi instalado no local onde existiu a antiga Vila de Iguassú e onde equipes encontraram mais de 200 mil fragmentos.
A Prefeitura de Nova Iguaçu apresenta o equipamento como o primeiro museu de Arqueologia e Etnologia do estado do Rio de Janeiro e o quarto desse tipo no Brasil. Além das exposições, o prédio conta com laboratório próprio para higienização, catalogação, identificação e georreferenciamento dos materiais obtidos nas pesquisas.
O acervo arqueológico do parque é formado pelo conjunto de mais de 200 mil fragmentos retirados do solo da região. As escavações passaram por áreas associadas à antiga Câmara e Cadeia, pela Estrada Real do Comércio e por trechos próximos de construções históricas. Entre os materiais estão louças, utensílios e outros vestígios relacionados ao funcionamento da vila no século XIX.
Um parque ligado à circulação regional
A antiga Vila de Iguassú foi criada em 1833 e teve importância econômica regional. O lugar funcionava como entreposto do ciclo do café e se conectava ao Rio de Janeiro pela Estrada Real do Comércio, pelo Rio Iguaçu e pela Baía de Guanabara.
Com a mudança das rotas de transporte e dos centros de atividade, a vila perdeu protagonismo. Permaneceram, porém, marcas no terreno que ajudam a reconstruir a história da região. Parte desse material agora pode ser estudada e apresentada ao público no mesmo território em que foi encontrada.
O roteiro do parque inclui a Estrada Real do Comércio, a Torre Sineira, o Porto Iguassú, o Sítio da Câmara e Cadeia e a Fazenda São Bernardino. Os pontos permitem percorrer áreas ligadas à antiga vila e às atividades de circulação de mercadorias, viajantes e produção agrícola.
O contraste com a cidade atual aparece também nos números populacionais. O IBGE estima 843.367 habitantes em 2026 para Nova Iguaçu, enquanto o parque preserva vestígios de uma ocupação que marcou a formação regional.







