Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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O som de Mariana: órgão histórico retoma concertos após restauração

Instrumento Arp Schnitger, instalado na Catedral da Sé, voltou a tocar em 2025 depois de nove anos sem apresentações regulares.

O órgão Arp Schnitger, instalado na Catedral Nossa Senhora da Assunção, voltou a tocar em 2025 após passar nove anos sem concertos regulares. Construído em 1701, o instrumento é o único exemplar restante da oficina do mestre alemão localizado fora da Europa.

O retorno ocorreu em dezembro daquele ano, depois de obras na catedral e no próprio órgão. Parte das peças foi restaurada na Espanha em 2025. A Arquidiocese de Mariana informa que o equipamento ainda conserva grande quantidade de componentes originais.

Um instrumento ligado à história musical

Construído no norte da Alemanha, o órgão atravessou o Atlântico desmontado e seguiu por terra até a então sede da Diocese de Mariana. Desde sua instalação, no século XVIII, ele integra a tradição musical da Catedral da Sé.

Entre cerca de trinta instrumentos ainda existentes da oficina de Arp Schnitger, o de Mariana é o único situado fora da Europa. A presença do órgão também se relaciona ao acervo musical da cidade: partituras de compositores do período colonial preservadas no Museu da Música registram a atividade dessa produção.

Com a retomada dos concertos, o instrumento voltou a cumprir a função para a qual foi construído há mais de 300 anos. A experiência de ouvir o órgão se soma à visita a uma peça histórica preservada no interior da catedral.

O traçado colonial de Mariana

Primeira cidade e primeira capital de Minas Gerais, Mariana é descrita pelo Iphan como a única cidade colonial mineira de traçado planejado. O núcleo urbano cresceu durante a mineração do ouro, com ruas retas e praças retangulares.

Esse desenho continua visível no centro histórico, onde igrejas, chafarizes, sobrados e edifícios públicos ocupam diferentes pontos do antigo traçado. A Praça Minas Gerais reúne as igrejas de São Francisco de Assis e Nossa Senhora do Carmo. A Casa de Câmara e Cadeia, concluída no fim do século XVIII, foi restaurada pelo Iphan.

Também fazem parte do percurso a Rua Direita, com sobrados e fachadas preservadas, o Museu Arquidiocesano de Arte Sacra, instalado em um edifício histórico, e o Museu da Música, que reúne um acervo ligado à produção dos períodos colonial e imperial.

A Catedral da Sé está entre os marcos do centro, ao lado da Casa de Câmara e Cadeia e das igrejas de São Francisco de Assis e de Nossa Senhora do Carmo. A proximidade entre esses lugares permite observar o planejamento urbano que diferenciou Mariana de outras cidades coloniais mineiras.

Clima ao longo do ano

O verão em Mariana é úmido, enquanto o inverno costuma ser mais seco, com noites frias associadas à altitude e ao relevo montanhoso. Setembro tem média histórica de 86 mm de chuva, e os menores volumes costumam se concentrar entre junho e agosto.

As informações climáticas são baseadas em médias de 30 anos. El Niño e La Niña podem alterar o padrão entre os anos, e as condições atuais devem ser consultadas na previsão para Mariana.

Com o órgão novamente em atividade, a história da cidade pode ser conhecida não só pelas construções, praças e acervos, mas também pela música que volta a ocupar a Catedral da Sé.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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