IGARASSU — O Convento de Santo Antônio abriga o Museu Pinacoteca de Igarassu, cuja coleção reúne 24 quadros e painéis dos séculos XVII e XVIII. O espaço, fundado no fim do século XVI, fica perto da Igreja dos Santos Cosme e Damião, cuja construção começou em 1535.
A igreja é descrita pelo Iphan como a mais antiga ainda existente no Brasil. A Prefeitura de Igarassu também classifica a matriz como a igreja católica mais antiga do país. O templo ocupa uma área elevada do Sítio Histórico e é o principal marco visual do conjunto.
Embora tenha passado por transformações ao longo dos séculos, o edifício mantém a continuidade histórica de uma construção iniciada no século XVI. Sua origem está ligada à formação inicial do núcleo urbano.
Arte colonial dentro do convento
A pinacoteca foi aberta em 1957. As obras vieram do próprio Convento de Santo Antônio, da Igreja dos Santos Cosme e Damião e de outros acervos relacionados à história religiosa e artística de Pernambuco. A página municipal de monumentos registra que o convento foi o terceiro construído no Brasil pelos franciscanos.
O patrimônio de Igarassu também inclui construções civis. O Sobrado do Imperador esteve ligado à administração pública e recebeu Dom Pedro II durante uma viagem pelo Nordeste, passando a ser conhecido pelo nome atual. Segundo o Iphan, o imóvel preserva características da arquitetura seiscentista, apesar de mudanças realizadas no século XIX.
O conjunto urbano tombado reúne ruas irregulares, casarões e espaços públicos. Entre os pontos listados estão a Casa de Câmara e Cadeia, o Marco de Pedra e as ruínas da antiga Igreja da Misericórdia.
Preservação em 2026
Em junho de 2026, o Iphan promoveu ações educativas enquanto avançavam os trabalhos de consolidação e estabilização das ruínas da antiga Igreja da Misericórdia. Em agosto de 2026, o documentário “Igarassu: Espaço de Memórias” foi exibido no Sobrado do Imperador.
O centro histórico mantém lado a lado igreja, convento, pinacoteca, casarões, ruínas e edifícios civis. Nesse conjunto, diferentes períodos da ocupação portuguesa no litoral nordestino continuam representados nas ruas e nas construções.







