A ideia de rock progressivo ainda não tinha uma forma definida nos anos 1960, mas cinco discos já apontavam para caminhos que seriam explorados na década seguinte. A seleção da Far Out combina álbuns diretamente ligados ao gênero e trabalhos marcados por psicodelia, jazz, orquestração e experiências de estúdio.
Lançado em 1967, “Days of Future Passed”, do The Moody Blues, aparece como um dos primeiros exemplos dessa transformação. O álbum aproxima o rock de elementos orquestrais e ajuda a construir uma vertente sinfônica que ganharia espaço posteriormente.
No ano seguinte, a estreia do The Soft Machine leva a mistura para outro território. Com baixo, bateria e teclados no centro da formação, o grupo reúne jazz, psicodelia e experimentação em uma proposta distante do formato convencional do rock.
Cinco caminhos para o progressivo
Entre os trabalhos de 1969 está “Uncle Meat”, de Frank Zappa e The Mothers of Invention. O disco atravessa jazz, rock, recursos de estúdio e componentes orquestrais, sem se encaixar facilmente em uma única categoria.
Também de 1969, o primeiro álbum do Yes apresenta arranjos elaborados, harmonias complexas e uma abordagem instrumental mais ampla que a do rock convencional. A banda ainda não havia alcançado a sofisticação de “Fragile” e “Close to the Edge”, mas já demonstrava os rumos de sua música.
A seleção é concluída por “In the Court of the Crimson King”, do King Crimson. O álbum combina peso, jazz, psicodelia, Mellotron e estruturas longas, reunindo características que se tornariam recorrentes no progressivo.
A relação da Far Out inclui, portanto, King Crimson, Yes, The Mothers of Invention, The Moody Blues e The Soft Machine. Juntos, os discos mostram um gênero em formação, ainda próximo da psicodelia e da experimentação, antes de sua consolidação como prog clássico.







