Regis Tadeu afirmou que não recomenda nenhum álbum do Dokken durante a live semanal de seu canal no YouTube. A declaração veio após um espectador perguntar por que a banda é reconhecida entre guitarristas, mas recebe menos atenção da crítica e tem público reduzido.
Antes de responder, o jornalista corrigiu a premissa da pergunta: o grupo não teve mais de um guitarrista, mas apenas George Lynch. Para Regis, a habilidade de um instrumentista não é suficiente para garantir a qualidade das canções. Na avaliação dele, os discos do Dokken não se sustentam nem mesmo com Lynch responsável pelas guitarras.
A negativa foi mantida quando o apresentador foi questionado sobre a existência de ao menos um álbum aproveitável na trajetória da banda. Regis classificou todos os trabalhos como horrorosos. Ao longo de duas horas de programa, a live passou por dezenas de bandas, mas, conforme o relato da discussão, nenhuma outra teve sua obra descartada integralmente pelo jornalista.
Discordâncias no painel
O empresário Paulo Baron contestou a avaliação e definiu o Dokken como uma banda forte, embora tenha dito que não gosta do estilo de hard rock praticado pelo grupo. Baron também afirmou que a banda não alcançou repercussão semelhante na Europa e limitou seu alcance ao mercado americano dos anos 1980.
Sérgio Martins adotou uma posição intermediária. O jornalista reconheceu que o Dokken fez sucesso, mas declarou preferência pelo Lynch Mob, projeto conduzido por George Lynch depois de sua saída do grupo. Regis, por sua vez, manteve a interpretação de que a banda é lembrada principalmente pelo guitarrista, e não pelo repertório.
A discussão fazia parte de uma conversa sobre bandas que, na avaliação do painel, mereciam ter alcançado maior sucesso. Para Regis, o caso do Dokken não seria resultado de injustiça de gravadora ou de problemas de empresariamento, mas da falta de material que justificasse um alcance mais amplo.







