Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
A cultura que acontece
Música

Rob Halford liga canções do Judas Priest ao período em que ocultava sua sexualidade

Vocalista diz que isolamento e rejeição atravessaram músicas como “Beyond the Realms of Death”, “Raw Deal” e “Here Comes the Tears”.

Rob Halford liga canções do Judas Priest ao período em que ocultava sua sexualidade
Foto: Ross Halfin - Sony Music

Rob Halford relacionou parte da obra do Judas Priest ao período em que ainda escondia sua sexualidade. O vocalista afirmou que “Beyond the Realms of Death”, lançada no álbum “Stained Class”, de 1978, traz elementos pessoais ligados ao isolamento, à rejeição e à dificuldade de encontrar um lugar no mundo.

A música foi composta com Glenn Tipton, que recebeu de Halford o crédito pelo solo. O cantor descreveu a faixa como o retrato de um homem levado ao limite e que busca abrigo dentro da própria mente. “É sobre isolamento e rejeição, uma sensação de escuridão”, afirmou.

Letras nas entrelinhas

Halford contou que conhecia sua homossexualidade desde a infância e que os integrantes da banda aceitavam essa realidade. Fora do grupo, porém, ele não encontrava o mesmo ambiente. No Reino Unido de 1977, a homossexualidade tinha sido descriminalizada fazia dez anos, e quase não havia músicos assumidos.

Nesse contexto, escreveu “Raw Deal”, do álbum “Sin After Sin”, sobre bares gays de Fire Island, em Nova York — lugar que nunca havia visitado. Segundo o cantor, a narrativa nasceu da imaginação, incluindo a cena de um bar, o pedido de bourbon ao barman e personagens vestidos de couro e jeans.

A letra termina com a frase “Love knoweth no laws” — o amor não conhece leis —, atribuída ao dramaturgo inglês John Lyly, do século 16. Halford disse que a banda confiava nele e não costumava questionar o significado das letras, desde que elas funcionassem nas músicas.

A solidão também aparece em “Here Comes the Tears”, balada que o vocalista já definiu como um retrato próprio aos 26 anos, quando estaria “chafurdando na autopiedade”. Ele afirmou que suas canções traziam sinais de sua identidade sexual, mas sem uma intenção planejada de usar o Judas Priest para tratar de seus objetivos pessoais.

No fim dos anos 1970, o visual de couro preto e cota de malha da banda se tornou um uniforme do heavy metal. Para Halford, essa imagem também permitiu que ele se escondesse à vista de todos.

Décadas depois, o cantor assistiu ao documentário “The Ballad of Judas Priest” ao lado do marido, Thomas, no Festival de Berlim. Ele descreveu a experiência como marcada por emoções, risadas e lágrimas.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.

Mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5