Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Paul Weller seguiu caminho próprio apesar da herança do The Who

Pete Townshend reconhecia a dedicação e a imagem do The Jam, mas dizia não encontrar na música da banda algo que o conquistasse por completo.

Paul Weller seguiu caminho próprio apesar da herança do The Who

A admiração de Paul Weller pelo The Who não o impediu de construir uma trajetória própria. Mesmo com referências à banda de Pete Townshend, o líder do The Jam não se limitou a repetir esse legado: depois do fim do grupo, avançou em outra direção com o Style Council e a carreira solo.

Townshend reconhecia essa ligação entre as duas bandas. O The Jam carregava uma herança mod, cultura que também teve o The Who entre seus nomes centrais nos anos 1960. Ainda assim, o músico não considerava o grupo de Weller uma continuação automática de sua própria banda.

Respeito sem entusiasmo

Em conversa com a Rolling Stone, Townshend resumiu sua avaliação: “Não há muita música de que eu não goste, mas eu não gosto da deles”. A ressalva não anulava o reconhecimento ao trabalho do The Jam. Ele dizia apreciar a imagem que o grupo tentava transmitir e seu comprometimento, embora achasse que a proposta ficava aquém em algum ponto.

A crítica também passava pelo humor. Townshend retomou uma observação de seu assessor de imprensa: “O The Jam não tem senso de humor.” Para ele, essa era a ausência central na banda.

Isso não representava desprezo por Weller. Townshend identificava seriedade e dedicação no grupo, além de perceber a influência do The Who desde os primeiros discos. A questão, porém, permanecia subjetiva: a música do The Jam não o prendia completamente.

Weller, por sua vez, admirava o The Who e músicas como “So Sad About Us”, mas não assumiu o papel de discípulo. Sua trajetória posterior reforçou essa escolha. A relação entre os músicos acabou marcada por reconhecimento e distância: Townshend entendia o que o The Jam pretendia fazer, mas não encontrava ali o suficiente para transformar respeito em entusiasmo.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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