Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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De Rush a Fear Factory: dez canções marcadas pelos ataques de 11 de setembro

Faixas de rock e metal abordaram luto, união, memória, guerra e teorias da conspiração após os atentados de 2001.

De Rush a Fear Factory: dez canções marcadas pelos ataques de 11 de setembro

Os atentados de 11 de setembro de 2001 inspiraram respostas variadas no rock e no metal. As músicas passaram por homenagens às vítimas, relatos pessoais, mensagens de união, narrativas sob o ponto de vista de um sequestrador e até a defesa de uma teoria da conspiração. Os ataques mataram quase 3 mil pessoas depois que aviões sequestrados pela Al-Qaeda atingiram as torres do World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, nos arredores de Washington. Um quarto avião caiu em um campo da Pensilvânia.

A seguir, dez faixas relacionadas ao impacto daqueles acontecimentos.

Memória, luto e solidariedade

O Rush incluiu “Peaceable Kingdom” em Vapor Trails, lançado em 2002. A música começou como um instrumental e foi transformada em uma meditação sobre os ataques. Neil Peart explicou que o título fazia referência às várias versões de uma cena bíblica pintadas por Edward Hicks. Para ele, a carta de tarô A Torre lembrava de maneira perturbadora os acontecimentos daquele dia.

No W.A.S.P., “Hallowed Ground” apareceu em duas versões no álbum Dying for the World, também de 2002: uma gravada com a banda completa e outra acústica. Blackie Lawless dedicou o disco às vítimas dos atentados. O trabalho também foi influenciado por cartas de soldados que combatiam na Guerra do Golfo e ouviam músicas do grupo.

Bruce Springsteen transformou o clima de dor e expectativa daquele período em “The Rising”. A composição nasceu depois de um encontro casual com um motorista em Nova Jersey, que pediu ao cantor que ajudasse as pessoas. A música deu nome ao primeiro álbum de Springsteen com a E Street Band completa desde 1984.

Gerard Way viu as torres desabarem enquanto trabalhava como estagiário do Cartoon Network, em Nova York. O episódio o levou a escrever “Skylines and Turnstiles”, primeira música do My Chemical Romance. A banda considera 12 de setembro de 2001 sua data de fundação.

Steven Wilson escreveu “Collapse the Light Into Earth” cerca de dois dias depois dos ataques, enquanto trabalhava no estúdio de casa. A faixa encerra In Absentia, do Porcupine Tree. Embora não a considere uma música diretamente sobre os atentados, Wilson a descreveu como uma canção de amor atravessada pelo estado de espírito daquele momento e como um réquiem para o 11 de Setembro.

União, guerra e diferentes interpretações

“Undivided”, do Bon Jovi, abre o álbum Bounce e trata da união dos americanos depois dos ataques. Jon Bon Jovi afirmou que o acontecimento fez os artistas reconsiderarem o que colocavam no mundo. O condado onde ele mora foi o mais atingido de Nova Jersey, com 163 famílias afetadas. O disco chegou ao segundo lugar da parada Billboard 200.

O Iced Earth lançou “When the Eagle Cries” no álbum The Glorious Burden, depois de apresentar uma versão acústica no EP The Reckoning. Jon Schaffer disse que o clipe reunia imagens de tragédia, solidariedade e retaliação. Os atentados também afetaram a formação do grupo: Matt Barlow deixou a banda e foi trabalhar na polícia de Georgetown, em Delaware. Tim “Ripper” Owens regravou os vocais.

Em “Jihad”, do Slayer, Jeff Hanneman e Tom Araya narram os ataques pelo olhar de um dos sequestradores. A letra termina com palavras atribuídas a Mohamed Atta, apontado pelo FBI como líder dos terroristas do primeiro avião. A faixa foi incluída em Christ Illusion, álbum que marcou o retorno de Dave Lombardo, e provocou o recolhimento do disco na Índia. Araya afirmou que a banda não estava endossando ações terroristas.

O Testament só tratou do tema em “The Evil Has Landed”, de The Formation of Damnation, lançado em 2008. Chuck Billy explicou que, em 2001, o grupo praticamente não existia: ele enfrentava um câncer e os equipamentos estavam guardados em um depósito. Naquele período, o vocalista não sabia se voltaria a tocar e concentrava suas forças na sobrevivência e na família.

A abordagem mais controversa aparece em “Controlled Demolition”, do Fear Factory, incluída em Mechanize, de 2010. Burton C. Bell defendeu a ideia de que os atentados teriam sido uma operação interna, hipótese rejeitada pela comissão oficial que investigou os ataques e responsabilizou a Al-Qaeda. A música expressa a visão de que poderia haver uma operação de falsa bandeira por trás dos acontecimentos.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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