A morte de Keith Moon mudou a trajetória do The Who, segundo Roger Daltrey. Em entrevista à Life Minute TV, o vocalista afirmou que a banda perdeu parte de sua capacidade criativa depois que o baterista morreu, em 7 de setembro de 1978.
"A banda nunca mais foi a mesma coisa desde que o Keith morreu. Não dá para fingir que foi", disse Daltrey. Ele lembrou que o grupo vivia um período de grande impulso e conseguia transformar qualquer ideia musical em uma composição. Para o cantor, essa dinâmica desapareceu com a morte de Moon.
As mudanças na bateria
Keith Moon foi sucedido por Kenney Jones, ex-integrante do Faces. Simon Phillips ocupou o posto na turnê americana de 1989. Em 1996, Zak Starkey assumiu a bateria e permaneceu no grupo até ser demitido no ano passado, após um longo processo.
Na turnê de despedida pelos Estados Unidos, realizada em 2025, Scott Devours tocou bateria. Mesmo com as mudanças, Daltrey afirmou que nenhum substituto reproduziu a presença de Moon. Para ele, Jones era um músico competente, mas seu estilo convencional não combinava com o The Who. Starkey, por sua vez, chegava mais perto, embora não alcançasse o antigo baterista.
O vocalista também comentou a possibilidade de novos ensaios com Starkey, filho de Ringo Starr. Daltrey disse que o grupo mantém afeto pelo músico e que a pressão da estrada pode dificultar sua atuação. Os ensaios serviriam para avaliar se a banda consegue fazer shows no ano que vem, mantendo a capacidade vocal e a energia.
Atualmente, Roger Daltrey excursiona pelos Estados Unidos com sua banda solo. A apresentação dele no Brasil está marcada para 21 de novembro, em São Paulo, durante o festival Best of Blues and Rock.







