Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Roger Waters viu contradição no uso de “The Wall” pelo Pink Floyd

Em 1992, o músico criticou a banda por apresentar em estádios uma obra que, segundo ele, questionava o rock de arena.

Roger Waters viu contradição no uso de “The Wall” pelo Pink Floyd
Foto: Divulgação - Sony

Roger Waters considerava contraditório que o Pink Floyd apresentasse “The Wall” em grandes estádios. Para o músico, a obra havia sido criada também como uma crítica à transformação do rock em um espetáculo gigantesco, impessoal e apoiado em recursos visuais.

A crítica veio em 1992, durante a divulgação de “Amused to Death”. Waters afirmou que ficou profundamente abatido quando David Gilmour e Nick Mason continuaram usando o nome Pink Floyd depois de sua saída. O incômodo, porém, não se limitava à continuidade da banda sem ele: estava também no fato de o grupo tocar em arenas justamente as músicas associadas à sua crítica ao rock de estádio.

“Eu escrevi 'The Wall' como um ataque ao rock de estádio”, disse Waters à Classic Rock. Na avaliação dele, o Pink Floyd passou a ganhar dinheiro com apresentações que reproduziam a lógica questionada pelo álbum. Em outra declaração, resumiu sua posição: “Eles têm que carregar a cruz dessa traição.”

A fase sem Waters

A turnê de “A Momentary Lapse of Reason” levou Gilmour, Nick Mason e Richard Wright de volta a grandes públicos. O repertório incluía clássicos do período liderado por Waters, o que, para ele, fazia a crítica ao espetáculo se tornar parte do próprio espetáculo.

Desde o fim dos anos 1970, Waters demonstrava desconforto com a dimensão que os shows de rock haviam alcançado. Ele descrevia esse modelo como uma experiência distante entre artistas e plateia, marcada por telões e por uma estrutura de consumo. Em sua comparação, dezenas de milhares de pessoas compravam cachorro-quente e camisetas e apenas ocasionalmente olhavam para o palco.

Anos depois, Andy Fairweather Low, que trabalhou com Waters, observou que o Pink Floyd continuava levando ao público músicas do compositor simplesmente por tocá-las. Waters, no entanto, não considerava isso um consolo. Para ele, o grupo havia usado uma obra construída contra determinada lógica do rock para alimentar essa mesma lógica.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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