Geddy Lee e Alex Lifeson disseram que “A Farewell to Kings” foi a música mais difícil de tocar na turnê de reunião do Rush. A faixa, conhecida pela estrutura complexa, voltou ao repertório depois de um longo período sem apresentações completas da banda.
A escolha fez parte de um desafio assumido pelos músicos. Alex Lifeson afirmou que a intenção não era apenas recuperar o desempenho de outras épocas, mas tentar fazer melhor do que antes e incluir canções que não eram tocadas havia muito tempo. Para ele, todas essas faixas exigiram preparação, mas “A Farewell to Kings” demandou o maior esforço.
Geddy Lee explicou que a dificuldade está na própria construção da música. Cada trecho apresenta obstáculos específicos, e a introdução muda ao longo da execução, com a entrada e a retirada de batidas em uma ordem que precisa ser memorizada. Depois, o guitarrista ainda precisa lidar com o riff inicial, considerado complicado para tocar.
Exigência física
Lifeson também falou sobre o impacto físico da execução. Embora toque música clássica há anos, ele contou que suas mãos já não funcionam como antes. Além da guitarra, o músico precisa tocar com um violão pendurado no pescoço, enquanto mantém a delicadeza presente na gravação original.
“Minhas mãos não funcionam como antes”, disse Lifeson. Ele descreveu a apresentação como uma combinação de exigência técnica e esforço físico. Lee resumiu a natureza da faixa com outra frase: “É simplesmente estranha, estruturalmente”.
A turnê “Fifty Something” é a primeira do Rush desde 2015 e conta com a baterista Anika Nilles e Loren Gold no teclado, como quarto integrante. As apresentações percorrem a América do Norte.







