Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Geddy Lee aprendeu com a Motown a transformar o baixo em melodia

Para o músico do Rush, técnica só ganha sentido quando ajuda o baixo a criar linhas memoráveis dentro da canção.

Geddy Lee aprendeu com a Motown a transformar o baixo em melodia
Foto: Divulgação

Geddy Lee encontrou na Motown uma das principais escolas para entender como o baixo poderia ir além da marcação rítmica. No Rush, ele levou essa visão para linhas que assumiam funções melódicas, criavam contrapontos e preenchiam espaços normalmente ocupados por uma segunda guitarra.

Em entrevista concedida à Canadian Musician em 1999, o músico explicou que passou a valorizar menos a velocidade e a dificuldade técnica de uma execução. O interesse maior estava em descobrir como o baixo poderia acrescentar uma segunda melodia à música.

A influência de James Jamerson

Lee citou “My Girl”, dos Temptations, como exemplo desse tipo de construção. “Os antigos caras da Motown escreviam melodias maravilhosas, melódicas e contagiosas, que você não conseguia tirar da cabeça”, afirmou. Para ele, essas linhas ajudavam a explicar por que certas canções permaneciam tão memoráveis.

A admiração também se dirigia a James Jamerson, baixista de estúdio presente em grande quantidade de gravações da Motown. Geddy Lee destacou a habilidade de Jamerson para conduzir uma música por meio de uma linha alternativa, sem competir com o vocal.

Essa forma de pensar o instrumento considera que a escolha das notas pode mudar de maneira significativa o clima de uma canção, mesmo quando o ouvinte não identifica conscientemente o trabalho do baixista. O instrumento atua abaixo da superfície, mas participa diretamente da identidade musical.

Lee associava esse princípio também a Paul McCartney. Embora não visse o Beatle como um instrumentista excepcional em termos puramente técnicos, admirava as partes que ele criava para cada música. McCartney já havia apontado Jamerson como sua maior influência no baixo.

No Rush, a referência à Motown não significava reproduzir o som daquele estilo. O aprendizado estava na possibilidade de manter a função rítmica do baixo e, ao mesmo tempo, desenvolver uma melodia própria e marcante.

Para Geddy Lee, estudar melodia ajudava a formar o gosto musical. A técnica continuava importante, mas tocar rápido, por si só, não bastava: era preciso colocá-la a serviço da música.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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