Tomi Joutsen precisou conciliar a música com empregos fixos antes de viver a oportunidade que o levou ao Amorphis. Em entrevista a Rich Hobson, da Metal Hammer, o vocalista contou que entrou na banda em 2005, depois de 15 anos no underground do death metal finlandês.
A adaptação ao grupo teve momentos difíceis. Logo na primeira turnê pelos Estados Unidos, Joutsen perdeu a voz e enfrentou críticas de pessoas que esperavam encontrar o antigo vocalista. Ele também lembrou que parte do público reagiu mal ao visual com dreadlocks. “Quem é esse hippie do c*ralho?”, teria questionado uma dessas pessoas, segundo o cantor.
Apesar dos obstáculos, Joutsen avalia que a trajetória do Amorphis confirma o valor da dedicação contínua. Para ele, investir quase tudo na música e na banda pode trazer reconhecimento, mesmo quando o grupo não ocupa o posto de maior nome de seu país. A entrevista foi organizada a partir de lições extraídas de mais de 30 anos de heavy metal.
O cantor disse ainda ter orgulho do respeito conquistado pelo Amorphis e afirmou que a banda continua produzindo material relevante para o público. Ele citou “Halo” como uma conquista importante e destacou que o grupo já passou de 10 discos sem deixar de apresentar ideias novas.
“Halo” é o 14º álbum de estúdio do Amorphis e saiu em fevereiro de 2022. Depois dele, a banda lançou “Borderland”, em 2025, seu 15º disco. A turnê desse trabalho chega ao Brasil em outubro.
Primeiros passos no estúdio
A estreia de Joutsen em um álbum do Amorphis aconteceu com “Eclipse”, lançado em fevereiro de 2006. Marko Hietala, então baixista e vocalista do Nightwish, ficou responsável pela produção vocal e acabou se tornando uma referência importante para o cantor.
Joutsen descreveu o processo como o trabalho de estúdio mais difícil de sua carreira até aquele momento. Era sua primeira experiência em um estúdio profissional e havia pouco material pronto quando as gravações começaram. Por isso, ele seguiu a orientação de Hietala, a quem atribuiu papel de mentor durante a produção.
Antes de entrar no Amorphis, o vocalista afirmou que mantinha a possibilidade de voltar a um emprego comum caso a mudança não desse certo. Ele também disse não saber como teria lidado com a situação se tivesse ingressado na banda ainda adolescente.
A turnê de “Borderland” passa por Curitiba no dia 15, no Tork n' Roll; por Belo Horizonte no dia 17, no Mister Rock; e por São Paulo no dia 18, no Carioca Club.







