Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
A cultura que acontece
Música

Tommy Karevik levou os floreios de Mariah Carey para o power metal

Vocalista do Kamelot e do Seventh Wonder contou que treinou runs cantando “Whenever You Call” durante um verão, aos 15 anos.

Tommy Karevik levou os floreios de Mariah Carey para o power metal
Foto: Reprodução

Tommy Karevik, vocalista do Kamelot e do Seventh Wonder, aprendeu a fazer os floreios e as sequências rápidas de notas que marcam seu canto ouvindo Mariah Carey. Em entrevista ao canal The Charismatic Voice, ele contou que passou um verão inteiro cantando “Whenever You Call”, quando tinha 15 anos.

A música, segundo Karevik, era repleta de ad-libs e serviu como exercício para desenvolver os runs. O treino acontecia em qualquer lugar: no quarto, no carro e onde mais fosse possível cantar. Na época, porém, ele não tratava aquilo como estudo formal. A prática vinha do prazer de repetir uma música de que gostava.

“Eu cantava em todo canto. Cantava no meu quarto, cantava no carro, cantava quando eu tinha um carro”, afirmou.

A soprano Elizabeth Zharoff, que conduziu a conversa, observou que essa relação prazerosa pode preservar o gosto pelo que se ama. Karevik concordou e disse que parte importante de sua formação musical ocorreu em casa, ao ouvir a irmã, Jenny, ensaiar ao piano no quarto ao lado.

A música fazia parte da família, embora não fosse vista como profissão. O pai tocava violão e mantinha uma grande coleção de discos; a mãe cantava em um coral por diversão. Jenny estudou canto e, por bastante tempo, foi a integrante mais profissional da família. Karevik, por outro lado, se via mais como alguém ligado aos esportes.

Da música pop ao metal

O contato com o metal veio na adolescência, por meio de Johan, um colega de escola que tocava guitarra, compunha em sueco e ouvia o gênero. A primeira faixa apresentada a Karevik como metal foi “The Spirit Carries On”, do Dream Theater, presente no álbum “Scenes from a Memory”. A balada o conquistou justamente por se aproximar mais das referências que ele já conhecia, como Mariah Carey e Whitney Houston.

A partir daí, Karevik desenvolveu uma abordagem própria. Em vez de começar por bandas como Iron Maiden ou Metallica, levou para o metal elementos associados ao pop, incluindo muitos ad-libs. Ele reconhece essa trajetória como uma influência direta sobre sua forma de cantar.

Mesmo com a técnica construída ao longo do tempo, o vocalista não se define principalmente como cantor. Prefere se enxergar como músico ou contador de histórias. Para ele, a vontade de transmitir algo veio antes da necessidade de dominar a técnica vocal.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.

Mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5