Ouro Preto, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Bagé transforma tradição pecuária em pesquisa, ensino e turismo no Pampa

Na fronteira gaúcha, a cidade reúne carne com indicação de procedência, centro federal de pesquisa e universidade pública.

O campo nativo do Pampa é a base de uma cadeia que reúne produção de carne, pesquisa agropecuária e formação universitária em Bagé, no Rio Grande do Sul. A cidade integra a área da Indicação de Procedência Pampa Gaúcho da Campanha Meridional, registrada pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) em 12 de dezembro de 2006.

O selo e a criação no Pampa

Esse foi o primeiro registro de indicação de procedência para carne bovina no Brasil. O reconhecimento identifica que o produto veio de uma área delimitada e foi produzido conforme regras próprias da região.

O território da indicação reúne 11 municípios da fronteira com o Uruguai, entre eles Bagé, Aceguá, Dom Pedrito e Santana do Livramento. A área tem cerca de 30 mil km². Nela, o gado é criado solto e se alimenta dos pastos naturais do Pampa, em um sistema diferente do predominante em grande parte do país.

Conhecimento produzido na cidade

Bagé também abriga a Embrapa Pecuária Sul, centro federal que pesquisa a pecuária dos três estados do Sul do Brasil há mais de 50 anos. A unidade desenvolve tecnologias para bovinos de corte, gado de leite, ovinos e pastagens dos campos da região.

Foi na Embrapa Pecuária Sul que surgiu a raça Brangus Ibagé, resultado do cruzamento entre o gado Angus e raças zebuínas. Em setembro de 2026, a unidade recebeu um dia de campo da Exposição Nacional Charolês, com avaliações de desempenho, e lançou uma ferramenta de inteligência artificial voltada à melhoria da genética do rebanho Brangus.

Universidade e vida local

A pesquisa divide espaço com o ensino superior. A Lei nº 11.640, de 2008, criou a Universidade Federal do Pampa (Unipampa), com sede e foro em Bagé. A instituição tem campi em dez cidades gaúchas, enquanto a reitoria e uma unidade com cursos de engenharia e licenciaturas ficam na cidade.

A rotina local combina tradição campeira, feiras agropecuárias e atividades universitárias. A Expofeira de Bagé, realizada em setembro, reúne criadores, máquinas, pesquisa e programação para o público. A Exposição Nacional Charolês também levou à cidade, em 2026, criadores de todo o país para avaliar a raça.

Entre os pontos citados na programação local estão o Palacete Pedro Osório, casarão histórico que recebe eventos e encontros, e as ações da Embrapa Pecuária Sul durante feiras e dias de campo. A carne de gado criado no campo nativo é outro destaque associado à cidade.

Estações marcadas

Bagé tem verão quente e inverno frio. Nas médias climatológicas de 30 anos do Climatempo, janeiro registra máximas de 28 °C e julho, mínimas de 8 °C. A chuva fica acima de 100 mm em todos os meses, embora fenômenos como El Niño e La Niña possam alterar o padrão de um ano para outro.

A cidade da fronteira gaúcha construiu sua identidade a partir do gado e ampliou essa relação com um selo de origem, pesquisa agropecuária e ensino superior. Para quem percorre o Rio Grande do Sul, o destino combina os campos do Pampa, eventos do setor e a possibilidade de conhecer a carne produzida na região.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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