Um caminhão adaptado de 1944 conduz um dos passeios pelo centro histórico da Capital Nacional do Espumante, na Serra Gaúcha. A rota também inclui caves subterrâneas, cantinas familiares e degustações guiadas em mais de 20 vinícolas abertas à visitação.
A programação combina bebidas com trufas e queijos artesanais, almoços típicos coloniais em galpões de madeira e conversas com os próprios produtores. Nas propriedades, os visitantes podem acompanhar de perto as etapas da produção e conhecer garrafas premiadas, além de construções de arquitetura colonial histórica.
Entre a vindima e o inverno
A vindima acontece entre janeiro e março, quando as videiras ficam carregadas de frutos. Em algumas propriedades, o visitante pode participar da colheita manual e da pisa das uvas, atividades ligadas à tradição vitivinícola local.
Entre junho e agosto, o frio muda o ritmo do passeio. As noites são associadas à gastronomia local perto da lareira, com taças de bebidas acompanhadas por pratos quentes da culinária italiana.
Uma tradição iniciada com imigrantes italianos
A produção começou com a chegada de imigrantes italianos no fim do século XIX. Eles levaram mudas de uva e encontraram condições favoráveis nas encostas da Serra Gaúcha para formar os primeiros vinhedos.
Em 1913, foi engarrafada no município a primeira garrafa de espumante. Desde então, as técnicas foram aprimoradas, e o local se tornou o maior polo do setor no país.
A cidade fica próxima de Bento Gonçalves, e os dois destinos fazem parte da mesma região turística, embora apresentem propostas diferentes para quem viaja. Um roteiro de dois dias permite visitar as atrações com calma. O município está a cerca de 110 quilômetros de Porto Alegre e tem acesso por rodovias pavimentadas do estado.
As visitas às garrafarias podem ser reservadas com antecedência. O planejamento reúne experiências sobre a cultura do vinho, paisagens da serra e atividades de degustação e produção.







