Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Em Laguna, cerca de 20 botos participam da pesca de tainhas

A prática artesanal reúne pescadores e animais soltos no canal, com sinais na água que orientam o lançamento das tarrafas.

Em Laguna, cerca de 20 botos participam da pesca de tainhas

Cerca de 20 botos, em uma população de 60 indivíduos, participam da pesca artesanal de tainhas em Laguna, no litoral de Santa Catarina. A estratégia não é repetida por todos os animais da região: o comportamento é aprendido ao longo dos anos e transmitido entre gerações.

Os filhotes acompanham as mães desde novos e repetem a técnica quando chegam à fase adulta. Na prática, os botos conduzem os cardumes até as áreas rasas do canal. Quando o momento da captura se aproxima, um deles bate a cabeça ou o rabo na água. O gesto indica aos pescadores a hora e a direção para lançar as tarrafas.

A biologia define essa relação entre espécies como mutualismo, porque os dois lados obtêm vantagens. Os moradores conseguem pescar sem gastar com barcos caros, enquanto os animais aproveitam a movimentação das redes para capturar presas assustadas pela malha.

A atividade também movimenta a orla e atrai curiosos durante o ano. Para a comunidade, a pesca contribui para o jantar das famílias, gera renda com a presença de visitantes e está associada ao cuidado com a espécie local. O método artesanal ainda se diferencia da pesca feita por barcos industriais pela participação dos animais na condução dos peixes.

A observação pode ser feita ao longo de todo o ano, mas o período de maior movimento ocorre entre maio e julho, durante a corrida da tainha. Nessa época, milhares de peixes sobem o litoral em busca de águas mais frias. Por volta das 8h, a luz da manhã favorece a observação dos arremessos no molho central.

Quem acompanha a atividade deve respeitar o espaço dos botos e manter a praia limpa, cuidados apontados como importantes para a continuidade da tradição.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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