BETIM — O crescimento de Betim foi impulsionado por duas grandes estruturas industriais: o Polo Automotivo Stellantis e a Refinaria Gabriel Passos. Mas a cidade da Grande Belo Horizonte também guarda construções, monumentos, espaços culturais e sabores que lembram sua trajetória antes da chegada das montadoras.
A cidade fica a cerca de 26 km de Belo Horizonte e é cortada pelas rodovias BR-381, conhecida como Fernão Dias, e BR-262. O acesso ajuda a explicar a concentração de empresas de autopeças, metalurgia e logística, além do escoamento da produção para outras regiões do país.
Da fábrica de carros à rede industrial
A presença da Fiat começou em 1976, com a instalação da primeira fábrica da empresa fora da Itália. Hoje, a unidade integra o Polo Automotivo Stellantis, considerado o maior complexo de veículos do país.
Segundo a Stellantis, a fábrica reúne mais de 17 mil colaboradores e uma cadeia formada por mais de 400 fornecedores diretos. Ao completar 50 anos em 2026, a unidade já havia produzido mais de 18 milhões de veículos, incluindo a picape Strada e o hatch Argo.
Betim é o sexto município mais populoso de Minas Gerais. No Censo 2022, registrou 411.846 habitantes, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O avanço industrial também alterou o desempenho econômico local. Um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), elaborado com base em dados do IBGE, apontou crescimento de 261,5% no Produto Interno Bruto do município entre 1996 e 2007. Atualmente, Betim tem um dos maiores PIBs por habitante do estado, segundo o IBGE.
A refinaria e a produção de combustíveis
A outra grande estrutura industrial da cidade é a Refinaria Gabriel Passos (Regap), da Petrobras. Inaugurada em 30 de março de 1968, ela começou com capacidade de 45 mil barris por dia. Depois de décadas de investimentos, passou a processar 157 mil barris diários.
A refinaria produz diesel, gasolina, gás de cozinha, querosene de aviação, asfalto e enxofre. Esses produtos abastecem grande parte do mercado mineiro e, eventualmente, chegam ao Espírito Santo e a Brasília.
A área total da estrutura é de 12,8 milhões de metros quadrados, distribuídos entre Betim, Ibirité e Sarzedo. O nome homenageia Gabriel de Resende Passos, ministro de Minas e Energia que defendeu a instalação da unidade em Minas Gerais.
História além do parque industrial
Quem visita Betim encontra referências ao período colonial e à formação do município. A Casa da Cultura Josephina Bento funciona em um antigo casarão do tempo dos tropeiros e recebe exposições e eventos culturais no centro.
Na Praça Milton Campos, o monumento à antiga Matriz de Nossa Senhora do Carmo marca um dos pontos históricos da cidade. Já a Usina Hidrelétrica Dr. Gravatá lembra um projeto pioneiro de energia construído nas cachoeiras do Rio Betim, ligado à eletrificação local.
O Monumento de Emancipação celebra a elevação de Betim a município, em 1938. Aos sábados, a Feira de Artesanato do CEABE reúne produtores e artesãos da região no Centro de Abastecimento.
A mesa acompanha a identidade mineira, com botecos e restaurantes que servem feijão-tropeiro, frango com quiabo e linguiça artesanal.
Acesso e clima
O trajeto de carro desde o centro de Belo Horizonte leva aproximadamente 40 minutos. O Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, fica a cerca de 60 km e oferece voos regulares para as principais capitais brasileiras.
Betim tem clima tropical de altitude, com verão quente e chuvoso e inverno seco e ameno. As tardes costumam ser agradáveis, enquanto as noites de inverno podem pedir um agasalho leve.







