Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Jalapão combina fervedouros, dunas e quedas d’água no Tocantins

Nascentes que movimentam a areia dividem espaço com formações alaranjadas, rios e cachoeiras em um circuito espalhado pelo Cerrado.

A paisagem do Jalapão, no Tocantins, é marcada por um contraste difícil de encontrar: dunas alaranjadas aparecem próximas a rios, nascentes e cachoeiras. O destino reúne água transparente, areia em movimento e áreas de Cerrado, combinação que deu origem ao apelido de “deserto das águas”.

Nascentes que desafiam o afundamento

Nos fervedouros, a água subterrânea sobe com pressão pelo solo arenoso. O movimento mantém os grãos em suspensão e reduz a sensação de peso para quem entra na nascente, criando a impressão de flutuação.

A experiência ocorre sem piscina artificial ou equipamento. Há fervedouros de diferentes tamanhos, formatos e tonalidades, principalmente nas áreas de Mateiros e São Félix do Tocantins. O portal oficial Jalapão Tocantins descreve esses pontos como pequenas nascentes de águas transparentes nas quais a força ascendente dificulta o afundamento.

Areia moldada pelo vento

As dunas do Jalapão se formaram com partículas retiradas de antigas rochas de arenito da Serra do Espírito Santo. Levado pelo vento, esse material se acumulou em montes de coloração alaranjada.

Algumas formações alcançam cerca de 40 metros de altura. Para chegar aos pontos de observação, é necessário usar veículo adequado e fazer uma caminhada final. No fim do dia, a mudança da luz altera o tom da areia e evidencia as serras ao redor.

Apesar da aparência seca em determinados trechos, a região não é um deserto clássico. Rios, veredas e nascentes estão presentes em diferentes áreas do circuito.

Quedas no Rio Novo e no Formiga

A Cachoeira da Velha tem aproximadamente 15 metros de altura e cerca de 100 metros de largura. Com queda em formato de ferradura, ela é destacada pelo Ministério do Turismo entre os principais atrativos do Jalapão.

O volume de água não permite banho diretamente na queda. Mais adiante, a Prainha do Rio Novo oferece uma alternativa de experiência junto ao rio. Já a Cachoeira do Formiga tem uma queda menor e água esverdeada, procurada para banho.

Um circuito espalhado pelo território

O Jalapão não corresponde a uma única cidade. Seus atrativos estão distribuídos por vários municípios, com Mateiros, São Félix do Tocantins e Ponte Alta do Tocantins funcionando como bases para diferentes trechos do roteiro.

Entre os pontos visitados estão os fervedouros, as dunas próximas à Serra do Espírito Santo, a Cachoeira da Velha, a Cachoeira do Formiga, a Pedra Furada e a própria Serra do Espírito Santo. A Pedra Furada é uma formação de arenito esculpida pelo vento perto de Ponte Alta.

As distâncias e as condições das estradas fazem com que veículos 4×4 e guias locais sejam comuns nos roteiros. Alguns atrativos têm agendamento e controle de entrada para limitar a quantidade de visitantes.

Chuva e seca ao longo do ano

O clima alterna períodos de chuva intensa e uma estação quase sem precipitações. Em Mateiros, as médias de 30 anos registram 256 mm de chuva em janeiro e praticamente zero em julho e agosto.

El Niño e La Niña podem alterar esse padrão entre os anos. Para acompanhar as condições do momento, é preciso consultar a previsão para Mateiros.

A extensão do território e os deslocamentos longos fazem parte da experiência no Jalapão. No conjunto, fervedouros, dunas, rios e cachoeiras formam uma paisagem em que a presença da água se destaca mesmo nos trechos de aparência mais árida.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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