Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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A canção que levou Eric Clapton a mergulhar na obra de Big Bill Broonzy

Uma apresentação na televisão britânica, quando Clapton tinha cerca de 14 anos, mudou sua relação com o blues e com a ideia de ser músico.

A canção que levou Eric Clapton a mergulhar na obra de Big Bill Broonzy

A música que mais tarde seria gravada por Eric Clapton com Derek and the Dominos começou a ganhar importância para o guitarrista depois de uma experiência diante da televisão. Quando tinha cerca de 14 anos, ele viu Big Bill Broonzy tocar sozinho e passou a buscar com mais atenção a obra do bluesman.

A apresentação que permaneceu na memória de Clapton foi a de “Hey Hey”. Em uma entrevista de 2003, ele contou que assistir à execução produziu um impacto diferente daquele causado apenas por um disco. “Aquilo era um verdadeiro artista de blues, e senti como se estivesse olhando para o céu”, disse.

A descoberta de “Key to the Highway”

Depois daquele momento, Clapton se aproximou ainda mais do repertório de Broonzy. Entre as músicas que ganharam lugar especial estava “Key to the Highway”, um standard do blues registrado por Charlie Segar, Jazz Gillum e pelo próprio Broonzy no começo dos anos 1940.

Clapton associava a canção, assim como “Crossroads”, à experiência de viver como músico e viajante. “Essa era a que eu achava que, de alguma forma, assim como 'Crossroads', capturava toda a jornada de ser músico e um viajante na estrada”, afirmou.

A música apareceria depois no álbum “Layla and Other Assorted Love Songs”, gravado por Derek and the Dominos em 1970. A versão se estendeu por quase dez minutos e continuou presente na carreira de Clapton, em shows e em outras gravações.

Uma influência além da técnica

Big Bill Broonzy morreu em 1958, mas sua obra marcou uma geração de músicos britânicos que descobria o blues americano. Pete Townshend, Keith Richards e Ray Davies estão entre os nomes associados a essa influência.

Para Clapton, a força daquela imagem não estava em uma técnica impossível ou em um solo extravagante. Era a visão de Broonzy sozinho, com o violão, tocando de forma direta e revelando uma ideia completa do que significava ser músico. Foi essa referência que ele passou a perseguir antes dos grandes palcos.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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