O candidato do PSDB ao Senado por Minas Gerais, Aécio Neves, declarou R$ 22,54 milhões em bens à Justiça Eleitoral. As informações estão no pedido de registro de candidatura encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apresentado depois das renúncias de Gustavo Galassi, do PSDB, e Marcelo Heringer, do PDT.
Os dois integravam a coligação “Cuidar de Minas”, formada pelo PDT e pela Federação PSDB-Cidadania. Com as renúncias, Aécio passou a constar no novo pedido de registro para a disputa.
Patrimônio cresceu após herança
O patrimônio declarado pelo candidato era de R$ 1,94 milhão em 2022 e chegou a R$ 22,54 milhões em 2026. A variação corresponde a um crescimento de 1.059,9% no período, principalmente pelo recebimento de heranças familiares.
A herança recebida de sua mãe, em 2023, acrescentou quase R$ 21 milhões aos bens informados. Entre os itens estão imóveis em Santa Catarina e no Rio de Janeiro, avaliados em R$ 8,60 milhões; R$ 6,03 milhões em aplicações financeiras; e um imóvel rural de R$ 3,61 milhões.
Também foram declarados mais de R$ 2,71 milhões distribuídos entre obras de arte, joias e quotas societárias herdadas dos pais.
Fora os bens recebidos por herança, os recursos em renda fixa passaram de R$ 365,3 mil para R$ 498 mil. A garagem, que incluía carros e motos, subiu de R$ 129,8 mil para R$ 542,3 mil.
Entre os imóveis já informados, o apartamento em Belo Horizonte passou de R$ 220 mil para R$ 222 mil. O terreno rural permaneceu avaliado em R$ 87 mil.







