SÃO PAULO — O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou neste sábado (19) que o reajuste de 15% do Bolsa Família, anunciado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deveria ser de 30% ou mais e ter sido concedido no início do ano.
Durante uma agenda no Ceagesp, na zona oeste de São Paulo, Cury também prometeu manter o benefício para quem conseguir emprego com carteira assinada ou se formalizar como microempreendedor individual.
O decreto assinado por Lula na quinta-feira (17) prevê que o valor mínimo pago às famílias passe de R$ 600 para R$ 691 a partir de 1º de outubro. O reajuste corresponde à inflação medida pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026.
Crítica ao anúncio
Cury disse considerar o Bolsa Família um projeto importante e afirmou que não acabaria com o programa. Para o candidato, porém, o período escolhido para anunciar a mudança indicaria uso eleitoral da política pública.
“Não podemos usar as dores das pessoas para ganhar voto”, declarou. Ele também disse que o aumento deveria ter ocorrido no começo do ano e sido maior.
Segundo Cury, a proposta apresentada ao TSE prevê que o beneficiário que assinar a carteira de trabalho não perca o pagamento. Quem abrir uma MEI, afirmou, continuaria recebendo o benefício durante um período de adaptação. “Você será premiado se abrir uma MEI e se também assinar sua carteira”, disse.
As regras atuais já permitem que famílias com renda formal, por carteira assinada ou como MEI, recebam metade do benefício por um período determinado. Para isso, a renda por pessoa não pode ultrapassar meio salário mínimo. Cury não detalhou as diferenças entre sua proposta e o mecanismo em vigor.
O candidato voltou a defender a divisão do BNDES na primeira semana de governo. Pela proposta, metade dos recursos seria destinada a micro e pequenas empresas, com juros de 4% a 6% ao ano. Na avaliação dele, a medida permitiria que beneficiários do Bolsa Família, moradores de comunidades e alunos de escolas públicas abrissem os próprios negócios.







