O presidente da CPMI que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Carlos Viana (Podemos-MG), confirmou nesta terça-feira (17/3) o envio de R$ 3,6 milhões em emendas parlamentares para uma fundação ligada à Igreja Batista da Lagoinha, de Belo Horizonte.
O senador mineiro afirmou que um dos repasses ocorreu em 2019. Naquele ano, uma emenda Pix de R$ 1,5 milhão foi destinada à Prefeitura de Belo Horizonte, com indicação de uso pela Fundação Oasis. Outros repasses foram feitos em 2023 e 2025.
Viana negou ter relação com Fabiano Zettel, que era pastor da igreja e cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro. Também rejeitou a possibilidade de que a instituição religiosa tenha recebido recursos desviados do INSS.
“Não há até o momento qualquer ligação de que a igreja tenha recebido o dinheiro do INSS”, declarou o parlamentar a jornalistas. Ele mencionou a existência de uma igreja separada, relacionada a um pastor ligado a Márcio, e disse esperar o comparecimento dessa pessoa após convocação.
Investigação na CPMI
Segundo Viana, há três igrejas com indícios de lavagem de dinheiro. Os sigilos bancários de pessoas investigadas foram quebrados e os dados foram disponibilizados aos integrantes da comissão que apresentaram requerimentos.
A Lagoinha entrou no radar da CPMI depois de informações sobre Felipe Gomes, ex-presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios. Ele teria financiado um evento de Réveillon promovido pela instituição religiosa no Allianz Parque, estádio do Palmeiras, em 2024.
Os repasses foram direcionados a uma fundação ligada à Lagoinha, do pastor André Valadão. Viana afirmou que não há, até o momento, ligação entre o dinheiro destinado à igreja e os desvios investigados no INSS.







