Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Contrato do Master previa R$ 427 milhões em honorários para advogada

Documento obtido pela Polícia Federal registra acordo ligado a processos sobre precatórios de usinas de cana-de-açúcar.

Vorcaro assinou contrato de R$ 427 milhões com escritório da 'turma' de Nunes Marques

Um contrato firmado por Daniel Vorcaro, por meio do Banco Master, previa o pagamento de R$ 427 milhões à advogada Camilla Ramos caso o banco obtivesse decisões favoráveis em 12 processos. Os documentos foram obtidos pela Polícia Federal.

As ações discutiam créditos relacionados ao controle de preços feito pelo antigo Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA). O Banco Master era credor ou cessionário desses valores. O contrato estabelecia honorários líquidos de 5% sobre o montante obtido em caso de vitória. Os processos poderiam render R$ 8,5 bilhões a Vorcaro.

Camilla Ramos é mulher do desembargador Newton Ramos, do TRF-1. Os dois eram associados ao apelido “turma do KN”, em referência ao ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Mensagens acessadas pela Polícia Federal indicam que Newton Ramos repassava a Vorcaro pedidos atribuídos a Nunes Marques e atualizava o banqueiro sobre o andamento dos processos. Entre os pedidos estava uma hospedagem no hotel Fasano, em São Paulo.

Pedidos e contatos

Em uma conversa, uma funcionária do Master identificada como Ana Master informou a Vorcaro que havia recebido um pedido de “preço promocional” para a hospedagem do ministro. Vorcaro respondeu: “pode pegar e colocar na minha conta”.

Em mensagens de 21 de outubro de 2024, Newton Ramos também pediu que o banqueiro tratasse da “questão da F1”, em referência ao Grande Prêmio de Fórmula 1 no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Vorcaro encaminhou o contato de Ana e orientou: “veja quantos precisa e avisa ela”.

Outro diálogo registra um pedido de acesso a camarote na Sapucaí durante o Carnaval. Leo Serrano, apontado nas mensagens como funcionário de Vorcaro, informou que a “turma do KN/Newton” havia enviado 6 nomes para a lista.

No Supremo, Nunes Marques, Dias Toffoli e Edson Fachin reconheceram o débito em um julgamento sobre precatórios de usinas de cana-de-açúcar. Gilmar Mendes e André Mendonça votaram contra e foram vencidos.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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