Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Flávio Bolsonaro muda versão sobre relação com Daniel Vorcaro e filme sobre o pai

Senador negou ter ligação com o banqueiro, mas depois admitiu negociação para financiar produção sobre Jair Bolsonaro.

As mudanças nas versões de Flávio Bolsonaro sobre sua ligação com Daniel Vorcaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) mudou a versão sobre sua relação com Daniel Vorcaro, do Banco Master, após a divulgação de mensagens e áudios em que aparece negociando pagamentos para financiar um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Antes de admitir a negociação, Flávio associava o escândalo do banco ao PT e à esquerda. Durante um evento de pré-campanha em Santa Catarina, no último fim de semana, usou uma camiseta com a frase “O Pix é do Bolsonaro; o Master é do Lula”. Ele também defendia a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o caso.

Do contrato negado à confirmação

Segundo as informações divulgadas, Vorcaro teria repassado R$ 61 milhões para a produção de Dark Horse, ainda não lançada. O valor total acordado seria de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões na época. Diante de atrasos, Flávio teria enviado mensagens ao banqueiro para cobrar novas parcelas.

Em nota divulgada na quarta-feira (13/05), o senador afirmou que buscava “patrocínio privado para um filme privado” sobre a história do próprio pai. Em vídeo, disse ter conhecido Vorcaro em dezembro de 2024, quando não havia acusações contra o banqueiro e o governo de Jair Bolsonaro já havia terminado.

Flávio também afirmou que existia um contrato e negou ter oferecido vantagens, promovido encontros fora da agenda, intermediado negócios com o governo ou recebido dinheiro e benefícios. Vorcaro está preso sob acusação de comandar fraudes bilionárias no Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro, e negocia um acordo de delação premiada.

Horas antes, quando questionado sobre o financiamento, o senador havia respondido: “É mentira”. Em 23 de março deste ano, ao comentar o caso, já tinha chamado de “narrativa falsa que o Lula tem criado” a associação entre sua família, a extrema direita e Vorcaro.

Acusações contra o PT

Em publicações nas redes sociais, Flávio responsabilizou o PT, o presidente Lula e a esquerda pelo escândalo. Em 25 de março, disse que os “lulapetistas” tinham explicações a dar. Em 9 de maio, afirmou que o PT teria tentado impedir a CPI e questionou se isso estaria relacionado a políticos da Bahia e a pagamentos recebidos por uma empresa ligada à família de Jaques Wagner.

As acusações contra Wagner e Rui Costa se concentram na venda, pelo Master, de operações de crédito consignado do CredCesta. Dados enviados pela Receita Federal à CPI que investiga o crime organizado mostram que, entre 2022 e 2024, o banco registrou R$ 2,4 bilhões em receita com a venda dessas carteiras, enquanto as mesmas operações geraram R$ 1,9 bilhão.

Rui Costa era governador da Bahia durante a privatização da estatal Ebal, responsável pelos supermercados Cesta do Povo e pelo CredCesta. Jaques Wagner era secretário de Desenvolvimento Econômico do estado em 2018. Costa nega irregularidades e afirma que vendeu um negócio estatal deficitário para reduzir o prejuízo público. Wagner também nega envolvimento em negociações ou contratos.

A empresa da nora de Wagner manteve contrato com o Banco Master por três anos e recebeu pagamentos entre 2022 e 2025. O senador afirma que não participou de negociações posteriores à privatização e que a relação da empresa com o banco se limitou à prestação de serviços.

Doações e críticas ao governo Lula

Em março, após a notícia de que Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, havia doado R$ 3 milhões à campanha presidencial de Jair Bolsonaro, Flávio afirmou que não houve vinculação, contrapartida ou contato pessoal. Também disse que a relação do Banco Master estava “longe de chegar perto da direita”.

O senador criticou ainda reuniões de Vorcaro com o presidente Lula, incluindo um encontro no Palácio do Planalto, em dezembro de 2024, que não teria sido registrado na agenda oficial. Em 10 de maio, voltou a afirmar que o escândalo do Banco Master era de Lula e pediu que a delação de Vorcaro revelasse o que o banqueiro sabe.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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