Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Flávio Bolsonaro reage a críticas sobre proposta envolvendo Nossa Senhora Aparecida

Senador chamou a GloboNews de “central de disseminação de mentiras” e negou vínculo com projeto apresentado por aliado político.

Assustado, Flávio Bolsonaro insulta Globo após onda de repúdio por ataque a Nossa Senhora
Foto: Marina Uezima/Brazil Photo Press/Brazil Photo Press)/AFP

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, reagiu nas redes sociais à repercussão de um projeto que propõe retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. O parlamentar atribuiu a divulgação do tema a uma articulação da oposição e afirmou que pretende tomar medidas nas esferas criminal e eleitoral.

Em uma publicação, Flávio apresentou um mapa digital que, segundo ele, indicaria um “movimento criminoso e orquestrado” para atingir sua imagem. Na mesma reação, classificou a GloboNews como uma “central de disseminação de mentiras”. O senador também gravou um vídeo durante agendas em Minas Gerais e disse que a denúncia era uma invenção sem fundamento.

Projeto apresentado na Câmara

A proposta mencionada foi apresentada pelo ex-deputado e pastor evangélico Victório Galli. O projeto buscava alterar a legislação para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil e restringi-lo aos brasileiros católicos apostólicos romanos.

Galli perdeu a eleição em 2018 e foi nomeado, em 2019, assessor especial da Presidência da República no governo de Jair Bolsonaro (PL). O ex-parlamentar também aparece em registros fotográficos ao lado de Flávio Bolsonaro, Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro.

Atualmente, Galli está em campanha para retornar ao Congresso Nacional. A ligação política com o grupo bolsonarista é usada para questionar a tentativa de afastar Flávio do debate sobre a proposta.

Religião no debate eleitoral

A discussão ocorre em meio a manifestações de bispos sobre soberania nacional, meio ambiente, proteção aos povos indígenas e fortalecimento das instituições democráticas. O texto também registra que setores da base de apoio de Flávio passaram a atacar integrantes da hierarquia católica.

Em uma agenda pública, o candidato declarou que, se eleito, assinaria um decreto afirmando que “o Brasil pertence ao Senhor Jesus Cristo”. Juristas e lideranças religiosas interpretaram a promessa como incompatível com o Estado laico previsto na Constituição de 1988.

A repercussão do projeto atingiu a estratégia eleitoral de Flávio entre eleitores católicos. Ao negar a relação de sua candidatura com a proposta e atacar a imprensa, o senador tentou deslocar o foco para uma suposta ação coordenada de adversários.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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