Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Proposta contra título de Nossa Senhora Aparecida não avançou no Congresso

Registros públicos mostram que a discussão sobre retirar o título de Padroeira do Brasil existe desde 2007 e envolve aliados de Flávio Bolsonaro.

Ataques a N. Sra. Aparecida por aliados de Flávio Bolsonaro não são de hoje. Veja

A proposta de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil existe desde 2007, mas não foi aprovada pelo Congresso. O reconhecimento oficial continua valendo, assim como o feriado nacional de 12 de outubro.

A discussão voltou ao centro da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) depois que setores evangélicos ligados ao senador passaram a defender a retirada do título. O candidato classificou a informação como falsa, mas há registros públicos de manifestações favoráveis à medida.

Nossa Senhora Aparecida foi declarada Padroeira do Brasil pelo papa Pio XI, em 1930. Em 1980, durante a visita do papa João Paulo II ao país, 12 de outubro foi instituído por lei federal como feriado nacional.

Manifestações de aliados

JB Carvalho, pastor da Comunidade das Nações, igreja frequentada por Flávio Bolsonaro e sua esposa, onde os dois foram batizados, defendeu expressamente a retirada do reconhecimento nacional da santa. A posição foi registrada em livro.

Também voltou a circular uma manifestação de um assessor de Flávio Bolsonaro que criticava a devoção católica a Maria e classificava a prática como idolatria.

A jornalista Daniela Lima informou que documentos produzidos e debatidos internamente pela Igreja Católica no Brasil registram o acompanhamento de episódios de intolerância religiosa e ataques a símbolos religiosos. A documentação passa a reunir registros de forma mais sistemática a partir de 2019 e aborda manifestações contra católicos, judeus e religiões de matriz africana.

Entre os temas acompanhados estão ataques a Nossa Senhora Aparecida e a atuação de setores neopentecostais no debate político e religioso. O material também registra discussões sobre o uso de discursos religiosos e a presença de pessoas identificadas com essas pautas dentro do aparelho do Estado.

A jornalista relacionou esse histórico a um vídeo publicado por Flávio Bolsonaro em 23 de agosto, no qual ele afirmou que, caso eleito, decretaria “Jesus Cristo o Senhor do Brasil”.

Episódios anteriores

A relação conflituosa entre setores neopentecostais e a devoção católica à santa também tem um episódio registrado em 1995. Sérgio von Helde, pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, chutou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida durante um programa de televisão. O caso ficou conhecido como o “chute na santa” e provocou reação da Igreja Católica.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) reagiu a declarações de Flávio Bolsonaro contra integrantes da Igreja Católica. Lula também comentou a controvérsia e afirmou: “esse negócio de mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável”.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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