SÃO PAULO — A receita dos ingressos do mirante do Copan será destinada ao projeto de restauro da fachada do edifício, que passa por obras para recuperar pastilhas e outros elementos externos. O custo estimado pela administração é de cerca de R$ 68 milhões.
A cobertura voltou a receber visitantes depois de permanecer fechada para visitação desde 2019. A reabertura ocorre em formato de soft opening, com funcionamento aos sábados de setembro, das 13h30 às 16h30. As saídas acontecem a cada 15 minutos, e cada visita dura 40 minutos. O ingresso custa R$ 50.
Como funciona a visita
Os ingressos são comprados pelo site oficial do Edifício Copan. O visitante precisa se apresentar na portaria da Avenida Ipiranga, 200, dez minutos antes do horário marcado. Os grupos têm até oito pessoas, limite relacionado à capacidade do elevador.
O trajeto termina com dois lances de escada entre o 32º andar e a cobertura. Por causa desse acesso, a visita não é adaptada para cadeirantes e pode ser difícil para pessoas com mobilidade reduzida.
Do alto dos 115 metros, é possível observar São Paulo em 360 graus e ver pontos do Centro, como o Edifício Itália. A operação ainda está em fase de testes. A administração prevê ampliar gradualmente os dias e horários e criar opções de visitação noturna.
Copan e a preservação do prédio
Projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 1966, o edifício tem formas curvas, 1.160 apartamentos distribuídos por 32 andares e dezenas de estabelecimentos comerciais.
Parte da fachada está coberta por uma tela, que será retirada conforme o avanço das obras. A administração afirma que os recursos das visitas contribuirão para financiar a reforma.
O Copan também reúne endereços comerciais, entre eles a sorveteria Tem Umami, de 2023, e o Bar da Dona Onça, de 2008. Depois da pandemia, unidades foram modernizadas e passaram a ser oferecidas para aluguel por temporada. Segundo a administração, há cerca de 160 apartamentos nessa modalidade, com aproximadamente 35 mil hóspedes por ano.







