O candidato à Presidência Renan Santos e o partido Missão pediram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a investigação de publicações pagas no X que favoreceriam a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). A representação foi protocolada nesta quarta-feira (23) e será relatada pelo ministro André Mendonça.
A ação aponta uma possível interferência estrangeira nas eleições brasileiras e o uso de recursos enviados do exterior para beneficiar um candidato no ambiente digital. Esta é a segunda solicitação de apuração apresentada por Renan e pelo partido sobre o tema.
Perfis citados na ação
O documento destaca cinco perfis: Visegrád 24, Matt Gaetz, Geiger Capital, Eric Daugherty e UHN Plus. De acordo com a representação, as páginas teriam divulgado, de forma remunerada, conteúdos sobre a disputa presidencial brasileira. As postagens foram feitas em grande parte em português e direcionadas ao público do país.
As publicações teriam começado a ganhar força em 20 de agosto, data de início da campanha eleitoral, e apresentado Flávio Bolsonaro de maneira positiva em comparação com outros candidatos. Para Renan, o caso envolve “interferência externa” e uso de dinheiro fora da contabilidade oficial de campanha.
“Agora, através de uma novidade, perfis norte-americanos ligados ao Trump, perfis enormes ligados à direita, estão impulsionando conteúdo pago para eleitores brasileiros”, afirmou o candidato.
Renan e o Missão pedem que os perfis sejam bloqueados até o segundo turno, em 25 de outubro, e que os responsáveis sejam identificados. Se a Justiça brasileira não conseguir alcançá-los, a responsabilidade deverá ser transferida para a plataforma.
A representação também relaciona as publicações a empresas de apostas. O Missão afirma que essa associação pode configurar outra irregularidade. Pelas normas do TSE, o uso de organizações comerciais ou plataformas de apostas vinculadas a candidatos ou ao resultado do pleito pode caracterizar ilícito eleitoral, abuso de poder econômico ou captação ilícita de votos.
O partido pediu uma decisão liminar para retirar imediatamente as cinco publicações e aplicar multa. Também solicitou que o X preserve e forneça dados sobre os responsáveis pelos perfis e a origem dos recursos usados nas postagens.







