Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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MPRJ acusa ex-assessora de Flávio Bolsonaro em esquema ligado à milícia

Raimunda Veras Magalhães é suspeita de movimentar e ocultar recursos obtidos com a exploração do jogo do bicho.

Ex-assessora de Flávio é denunciada por lavagem de dinheiro ligada à milícia

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou Raimunda Veras Magalhães, ex-assessora parlamentar de Flávio Bolsonaro, por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro associado à milícia comandada por seu filho, o ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega.

Segundo o Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Raimunda integrava a estrutura financeira do grupo e teria recebido, movimentado e escondido valores por meio de empresas de fachada. As investigações apontam que o esquema movimentou mais de R$ 8,5 milhões em pouco mais de um ano, com recursos ligados à exploração de disputas de jogo do bicho.

A denúncia faz parte da Operação Legado, que levou à acusação de 19 pessoas. A Justiça também expediu mandados de prisão e de busca e apreensão. O Gaeco dividiu a apuração em três frentes: lavagem de dinheiro do jogo do bicho, organização criminosa ligada a Adriano da Nóbrega e ocultação de patrimônio.

A atuação do grupo se concentrava principalmente na Zona Sul do Rio de Janeiro, especialmente em Copacabana, e incluía a participação do bicheiro Bernardo Bello. Em outra frente, o MPRJ denunciou Julia Lotufo, viúva de Adriano, sob suspeita de negociar imóveis e propriedades rurais ligados ao miliciano para dar aparência legal ao patrimônio.

Passagem pelo gabinete

Raimunda entrou na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) em 2015. No ano seguinte, foi nomeada para o gabinete de Flávio Bolsonaro, então deputado estadual, onde permaneceu até novembro de 2018. Ela recebia cerca de R$ 6,5 mil por mês, valor que, corrigido pela inflação, ultrapassa R$ 12 mil.

A exoneração ocorreu no período em que surgiram denúncias sobre um suposto esquema de “rachadinhas”. Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, ex-esposa de Adriano, também foi citada e trabalhou no gabinete por mais de uma década. As investigações apontaram o repasse de parte dos salários de assessores ao ex-policial Fabrício Queiroz, indicado como operador do esquema.

O caso foi arquivado em 2021 depois que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF) anularam provas por questões processuais, impedindo a análise do mérito.

A assessoria de Flávio Bolsonaro afirmou que ele não tem relação com o caso e que não é citado, investigado ou acusado. Também declarou que a passagem de Raimunda pelo gabinete, entre 2016 e 2018, não o vincula às condutas atribuídas a ela. As investigações da Operação Legado continuam.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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