GOIÂNIA — A percepção dos moradores sobre a varrição em Goiânia melhorou ao longo do primeiro ano de acompanhamento feito pela Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). O Net Promoter Score (NPS), indicador usado na pesquisa, foi de -6,3 pontos no primeiro mês para 13,5 pontos no acumulado de 12 meses. Considerando as últimas cinco semanas, chegou a 28 pontos.
A pesquisa começou em 22 de setembro de 2025 e é aplicada diariamente por equipes da Central de Operações da Comurg. Moradores e comerciantes dão notas de 0 a 10 ao serviço, e as respostas válidas são reunidas em um painel acompanhado pela gestão da companhia.
Participação dos moradores
No início do levantamento, 35% dos entrevistados deram notas 9 ou 10, faixa que o NPS classifica como promotores. Nas últimas cinco semanas, a proporção subiu para 50%. Já o grupo que atribuiu notas de 0 a 6 caiu de 42% para 22% no mesmo intervalo. Pela metodologia, essas pessoas são classificadas como detratores. As notas 7 ou 8 correspondem aos neutros.
Durante os 12 meses, 33.089 pessoas foram abordadas nas ruas de Goiânia. Desse total, 20.381 aceitaram responder. Na composição das respostas consideradas válidas, 44,4% ficaram na categoria de promotores, 24,7% na de neutros e 30,9% na de detratores.
O NPS varia de -100 a +100 e resulta da diferença entre os percentuais de promotores e detratores. Por isso, não equivale a uma média das notas dadas pelos participantes. Um resultado positivo indica que os promotores são maioria; o negativo mostra predominância dos detratores.
Mudanças no serviço
A Comurg passou a cruzar os resultados da pesquisa com informações sobre a execução da varrição. De acordo com a companhia, sistemas de verificação e registros das equipes em campo ajudaram a redistribuir trabalhadores e a ajustar rotas e frequências, com prioridade para áreas de maior circulação de pessoas e concentração de resíduos.
Na Avenida Ricardo Paranhos, os levantamentos apontaram uma demanda acima da prevista na programação anterior. Após a mudança, a varrição passou a ocorrer duas vezes ao dia no local.
“Passamos a medir o que é feito na rua e a ouvir quem usa o serviço”, afirma o presidente da Comurg, Cleber Aparecido Santos. Segundo ele, o índice deixou o resultado negativo, mas ainda há espaço para avançar.







