SÃO PAULO — Policiais civis do 92º DP (Parque Santo Antônio), na zona sul da Capital paulistana, prenderam na manhã desta quarta-feira (9) Natan Roberto de Oliveira Silva, de 26 anos, por suspeita de feminicídio. A Justiça autorizou a prisão temporária por 30 dias.
O caso começou a ser investigado depois que pedestres encontraram um braço boiando no rio Guarapiranga, na manhã de 3 de agosto. Eles avisaram policiais militares. A suspeita é de que a mulher tenha sido assassinada e que partes do corpo tenham sido jogadas na água em 11 de julho.
Cerca de uma semana depois da localização do membro, um exame feito por agentes do IIRGD (Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt) identificou a vítima como Samara Ellen da Silva, 26. A Polícia Civil não encontrou boletins de ocorrência sobre o desaparecimento dela, o que dificultou o início das apurações.
Investigação
Nos arquivos consultados, os policiais localizaram um endereço na zona norte e encontraram uma ex-parceira de Samara. Ela contou ter recebido, ainda em julho, uma ligação de um homem que disse que Samara estaria dando problemas. A partir desse relato, os investigadores passaram a suspeitar de Silva.
Outra evidência foram mensagens enviadas por ele à mãe de Samara, nas quais tentava se passar pela vítima. Mãe e filha costumavam conversar por áudio, mas o homem enviava mensagens de texto para a mulher.
Silva foi localizado em um imóvel na rua da Paz, no Parque Independência, na região do Capão Redondo. Depois da prisão, os policiais o levaram ao ponto onde o braço havia sido encontrado para que indicasse onde teria deixado outras partes do corpo.
“Ele contou que a matou no dia 11 de julho. Picotou o corpo e colocou em malas”, afirmou o delegado Eliel Rizziolli, titular do 92º DP. Segundo a Polícia Civil, Silva não apresentou advogado e já tinha passagens por estupro e violência doméstica.
O delegado informou que pedirá auxílio do Corpo de Bombeiros para tentar localizar outras partes do cadáver.








