Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Trocafone é alvo de investigação sobre celulares roubados em São Paulo

Gaeco aponta empresa como centro financeiro de uma rede suspeita e cita irregularidades em notas, depósitos e recondicionamento de aparelhos.

Trocafone é alvo de investigação sobre celulares roubados em São Paulo

A Trocafone, empresa de compra e venda de celulares usados, foi alvo da operação Frankmobile, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo nesta quinta-feira (10). A investigação apura a logística do furto e do roubo de aparelhos na capital paulista e também alcança empresas envolvidas na revenda de celulares usados.

O Gaeco, grupo do Ministério Público que combate o crime organizado, afirma que a Trocafone ocupava o “topo na cadeia de comercialização” e funcionava como o “nó financeiro central” de uma rede supostamente criminosa. Para a Promotoria, o modelo de comprar aparelhos usados e revendê-los poderia dar aparência legal a celulares roubados ou furtados.

Notas fiscais e operações financeiras

Um relatório da Fazenda de São Paulo analisou os IMEIs, códigos de identificação dos celulares, nas compras e vendas da plataforma. De acordo com o Gaeco, o cruzamento entre notas de entrada e saída encontrou 759,3 mil aparelhos cujos códigos não constavam em nenhuma nota de compra. Para o Ministério Público, o resultado indica a entrada de aparelhos de origem furtiva ou roubada vindos de outros grupos investigados.

Entre 2018 e 2024, a empresa foi citada em 18 relatórios do Coaf sobre operações suspeitas, segundo o Gaeco. Os valores chegam a R$ 95,8 milhões. O Ministério Público também menciona 1.299 depósitos fracionados, todos abaixo de R$ 10 mil, como uma das atividades consideradas atípicas.

A empresa declarou que repudia a comercialização de aparelhos de origem ilícita e que mantém procedimentos para impedir a entrada de equipamentos com indícios de irregularidade. Também informou ter entregue a documentação solicitada e estar analisando os documentos do caso com seus assessores jurídicos.

Segundo o Gaeco, um gerente de operações prestou depoimento em 2024 e afirmou que peças de celulares de origem ilícita eram reaproveitadas no recondicionamento desde 2014.

A Justiça autorizou 84 mandados de busca e apreensão e sete prisões temporárias em São Paulo e Goiás. Também foi determinado o sequestro e o bloqueio de mais de R$ 5 milhões dos alvos. O Ministério Público pediu ainda o bloqueio de até R$ 95,8 milhões da Trocafone e de outras empresas, além da suspensão das atividades delas no âmbito da Receita Federal.

A Trocafone informa, em seu site, ter negociado 2,7 milhões de aparelhos recondicionados. A empresa tem 242 mil seguidores no Instagram.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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