SÍDNEY — O Programa Gripen Brasileiro, marcado por transferência de tecnologia e colaboração de longo prazo entre organizações dos dois países, é um dos principais exemplos da cooperação entre Brasil e Suécia reconhecida pelo Prêmio ICAS von Kármán de Cooperação Internacional em Aeronáutica.
A distinção foi entregue no dia 17 de setembro, durante o Congresso do Conselho Internacional de Ciências Aeronáuticas (ICAS), realizado em Sydney, na Austrália. O prêmio valoriza parcerias internacionais que apresentam resultados em progresso científico e tecnológico na aeronáutica e impactos concretos para a sociedade.
A colaboração premiada segue o modelo de Tripla Hélice, que aproxima universidades, indústria e instituições públicas para estimular a inovação e ampliar as capacidades aeronáuticas dos dois países. Entre as empresas e instituições envolvidas estão a Saab, o ITA, a Universidade de Linköping e a Embraer.
Cooperação construída ao longo de décadas
O reconhecimento considera décadas de trabalho conjunto, baseadas no compartilhamento de conhecimento, na confiança mútua e em um compromisso comum com a engenharia. Nesse período, pesquisadores, profissionais da indústria e instituições brasileiras e suecas atuaram no desenvolvimento de tecnologias e na ampliação de competências do setor aeroespacial.
Per-Olof Marklund, diretor e head de Inovação e Tecnologia da área de negócios Aeronautics da Saab, atribuiu o resultado a uma cultura compartilhada de inovação e colaboração. “Somos dois países movidos pela inovação e com uma forte tradição em engenharia”, afirmou. Para ele, a disposição para dividir conhecimento e experiência foi essencial para a parceria.
A cerimônia reuniu representantes das organizações participantes da cooperação. O embaixador da Suécia na Austrália e o cônsul-geral do Brasil em Sydney receberam o prêmio como representantes formais dos dois países.
Com sede na Suécia, a Saab atua em defesa e segurança e emprega 28.000 colaboradores. A empresa desenvolve sistemas de aeronáutica, armamentos, comando e controle, sensores e sistemas subaquáticos. No Brasil, mantém uma parceria de longo prazo e fornece soluções civis e militares. Por meio do Programa Gripen Brasileiro, também estabeleceu uma ampla transferência de tecnologia para a indústria de defesa nacional.







