Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Testagem e prevenção são reforçadas após 7.056 notificações de sífilis em Goiás

Dados parciais da SES-GO mostram queda nas notificações em 2026, mas alta em relação ao mesmo período de 2024.

Testagem e prevenção são reforçadas após 7.056 notificações de sífilis em Goiás

A faixa etária de 20 a 29 anos reúne cerca de 11 mil notificações de sífilis em Goiás no período entre 2024 e agosto de 2026, conforme dados da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO). O grupo aparece à frente da população de 30 a 39 anos, que soma 7.172 registros.

Entre janeiro e agosto de 2026, foram notificadas 7.056 ocorrências da infecção. O número é 12,8% menor que o registrado no mesmo intervalo de 2025, quando houve 8.095 casos, mas supera em 6,5% o total de 2024, que chegou a 6.627 notificações. Os dados deste ano são parciais e ainda podem sofrer alterações.

O que os números mostram

O Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT) acompanha o cenário e reforça a necessidade de prevenção, testagem e diagnóstico precoce. Considerando os 12 meses, Goiás passou de 10.072 casos em 2024 para 12.016 em 2025, uma alta de 19,3%.

Para o infectologista do HDT, Dr. Taiguara Fraga, a quantidade de diagnósticos também interfere na leitura dos dados. “Quanto mais pessoas são diagnosticadas, maior a chance de tratamento e diminuição da transmissão da sífilis”, explica.

Entre as notificações registradas no período analisado, 63,1% são de homens e 36,5% de mulheres. O médico recomenda que pessoas que tiveram relações sexuais sem preservativo procurem uma unidade de saúde para fazer testes de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

Infecção pode não dar sinais

A sífilis é uma infecção bacteriana tratável e curável, mas pode não apresentar sintomas perceptíveis. Na fase primária, pode surgir uma lesão única, geralmente indolor e ulcerada, nos órgãos genitais, na boca ou na língua.

Como esse sinal pode desaparecer espontaneamente, a pessoa pode achar que o problema terminou e deixar de buscar atendimento. “É possível ter sífilis e não apresentar sintomas”, alerta Taiguara. Por isso, a testagem é indicada mesmo sem sinais, especialmente após relações sexuais sem preservativo.

Tratamento e prevenção

A penicilina é o principal medicamento usado contra a doença e é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Sem tratamento adequado, a sífilis pode evoluir para complicações neurológicas, oculares, cardiovasculares e ósseas.

A infecção também pode passar da mãe para o bebê durante a gestação. Mulheres que planejam engravidar devem fazer o teste antes da gestação, e a testagem precisa ser repetida no pré-natal conforme a orientação dos profissionais de saúde. Se a infecção for identificada, o tratamento deve começar imediatamente.

Ter tido sífilis não garante imunidade permanente: a pessoa pode ser contaminada novamente. O uso de preservativo, os testes periódicos e o acompanhamento dos parceiros sexuais, quando indicado, ajudam a evitar novas infecções e a interromper a transmissão.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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