BELO HORIZONTE — O governador de Minas Gerais e candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD), afirmou que Cleitinho Azevedo (Republicanos), líder das pesquisas para o governo do estado, não está preparado para assumir o Palácio Tiradentes. Para Simões, uma eventual administração do senador poderia colocar Minas Gerais em risco.
“Cleitinho não está pronto para o desafio”, disse o governador. Simões também declarou que o adversário não tem experiência administrativa e lembrou que já havia defendido, no início da corrida eleitoral, que Cleitinho não disputasse o cargo e apoiasse seu projeto de reeleição.
A avaliação de Simões é que a centro-direita deveria ter permanecido unida. Ele afirmou que a divisão desse campo político abriu espaço para Patrus Ananias (PT), segundo colocado nas pesquisas, e sustentou que a eleição tinha condições de ser decidida em um turno.
Agora em lados opostos, os dois candidatos passaram a trocar críticas na reta final da campanha. Simões questionou a capacidade de Cleitinho para tomar decisões técnicas diante de greves, manifestações e outras situações enfrentadas pelo chefe do Executivo estadual.
“Ele pode se cercar das melhores pessoas. No final, quem vai ter que enfrentar greve e manifestação é o governador do estado”, afirmou.
Críticas e propostas
O governador também criticou a falta de nomes apresentados por Cleitinho para uma eventual equipe de governo. O senador tem dito que pretende escolher pessoas qualificadas para administrar Minas Gerais. Simões afirmou que ainda espera conhecer esses nomes e questionou a possibilidade de o futuro governador deixar decisões a cargo de terceiros.
Na entrevista, Simões avaliou que 62% dos eleitores ainda não conseguem dizer o nome de um candidato ao governo e classificou a campanha como letárgica. Também comentou a saída de Marcelo Aro da aliança, que considerou menos um peso para seu grupo, e disse que as decisões de Aro e Superman de não participarem de sua campanha foram marcadas por oportunismo.
Para o Senado, Simões declarou voto em Carlos Viana, mas disse que ainda não definiu o segundo voto. Sobre o governo Romeu Zema (Novo), apontou como erro o distanciamento criado com os deputados no primeiro mandato.
O candidato afirmou ainda que 2027 será um ano difícil, independentemente do resultado eleitoral no Brasil. Disse que não há espaço orçamentário para reajustar os policiais acima da inflação, defendeu o uso de câmeras corporais no patrulhamento, mas não em operações, e afirmou que a Gasmig precisa ser privatizada. A Cemig, segundo ele, presta um bom serviço e não está entre suas prioridades.
Na área de infraestrutura, Simões propôs a duplicação das cinco grandes rodovias estaduais e o desconto do valor na parcela seguinte do Propag. Sobre mineração e terras raras, afirmou que empresas que fizerem o beneficiamento em Minas Gerais não pagarão 1,65%, enquanto as demais terão de pagar a alíquota.







