Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Uso de telas e inteligência artificial acompanha queda no desempenho do Pisa

Avaliação da OCDE aponta recuo histórico em leitura, matemática e ciências e relaciona distração digital a resultados mais baixos.

Uso de telas e inteligência artificial acompanha queda no desempenho do Pisa

O uso de dispositivos digitais aparece associado ao desempenho mais baixo de estudantes no Pisa de 2025. Em 59 dos 82 sistemas educacionais analisados, a distração digital esteve relacionada a notas menores em ciências. Além disso, mais de um em cada quatro alunos disseram que os aparelhos tiram a atenção dos colegas durante as aulas da disciplina.

A avaliação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) ouviu 760 mil jovens de 15 anos em 91 países. Os resultados mostram que leitura, matemática e ciências chegaram aos menores níveis desde o início da coleta, em 2000.

A OCDE informou que os estudantes passam, em média, 3,4 horas por dia útil usando dispositivos digitais para lazer nos países-membros da organização. Eles dedicam mais três horas por dia útil ao uso desses aparelhos em atividades de aprendizagem, na escola e em casa.

Para Mathias Cormann, secretário-geral da OCDE, o crescimento do tempo diante das telas ocorreu junto com a redução da leitura por prazer. “O aumento do tempo gasto diante de telas e a diminuição da leitura por prazer têm andado de mãos dadas com resultados mais fracos”, afirmou em entrevista coletiva.

Desempenho em queda

A pontuação média em leitura recuou de 501, registrada em 2012, para 466 no ano passado. Na prática, os alunos apresentaram um nível que antes era esperado de estudantes um ano mais novos. A queda foi mais acentuada entre jovens de origens mais abastadas.

A matemática caiu de 502 para 469, enquanto ciências passou de 506 — pico registrado em 2009 — para 486. O relatório também apontou que o uso de dispositivos pode contribuir para a aprendizagem, mas há um limite: depois de cinco horas por dia, os resultados começam a piorar.

Quase metade dos alunos afirmou usar regularmente chatbots de inteligência artificial para aprender. Entre os que recorrem a essas ferramentas para escrever redações, resumir textos e pesquisar temas, as notas em ciências foram, em geral, cerca de 20 pontos mais baixas — diferença equivalente a um ano de aprendizado.

O Leste Asiático teve o melhor desempenho. Cidades chinesas participantes, além de Japão, Coreia, Singapura e Taiwan, ficaram entre os sistemas educacionais com melhores resultados. Reino Unido e Estônia foram os únicos países de fora da região entre os dez primeiros nas três áreas avaliadas.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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