Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Ministro diz que grupo ligado a filme sobre Bolsonaro recebeu dinheiro do crime organizado

Dario Durigan afirmou que a empresa usada nas transferências para o filme também recebeu recursos do Banco Master e de organizações criminosas.

Ministro diz que grupo ligado a filme sobre Bolsonaro recebeu dinheiro do crime organizado

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (24/9) que o Grupo Entre, usado em transferências para financiar o filme “Dark Horse”, recebeu dinheiro do Banco Master e do crime organizado. A produção é registrada no Brasil como “O Azarão” e trata de Jair Bolsonaro.

Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como o Mineiro, é dono da Entre Investimentos e foi alvo da Operação Crédito Oculto, etapa de uma investigação sobre lavagem de dinheiro do PCC no setor de combustíveis.

Transferências para a produção

Em colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República, Mineiro relatou que a Entre fez sete transferências, entre fevereiro e setembro de 2025, para o Havengate Development Fund, nos Estados Unidos. Os repasses somaram US$ 12,3 milhões e teriam sido determinados por Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Administrado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, o fundo foi usado para financiar a produção. As transferências também aparecem na investigação sobre a participação de Flávio Bolsonaro na captação de recursos para o filme.

Mensagens já reveladas indicam que o senador negociou com Vorcaro um investimento previsto de US$ 24 milhões e cobrou a continuidade dos pagamentos. Flávio afirmou: “Não tem absolutamente nada de irregular nesse filme”.

Apuração sobre o PCC

A financiadora de “Dark Horse” surgiu na Operação Crédito Oculto, que investiga uma estrutura financeira usada para lavar recursos do crime organizado. Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, são apontados como líderes do PCC responsáveis pelas transações. Os dois estão foragidos.

A investigação identificou o uso de fintechs, fundos de investimento, holdings e empresas de fachada para esconder a origem do dinheiro e seus beneficiários finais. Em uma das operações, R$ 100 milhões passaram por diferentes contas antes de chegar ao fundo usado na aquisição. A Entre teria integrado uma estrutura que movimentou cerca de R$ 11,6 bilhões entre 2021 e 2025.

Questionado sobre a possível origem comum dos valores enviados aos Estados Unidos, Durigan disse: “Tudo indica que o recurso que dá liquidez para essas operações vem de uma mesma entidade, vem de um mesmo bolso”. O ministro ressaltou que ainda é preciso identificar a origem e o destino de cada parcela. O rastreamento continua sob investigação da Polícia Federal, que também apura o financiamento do filme e as responsabilidades nas negociações.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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