RIO DE JANEIRO — O documentário “PRK-30 – O Rádio pelo Avesso” estreia nos cinemas nesta quinta-feira (10), na semana em que a Rádio Nacional completa 90 anos. O filme recupera a trajetória de um dos programas humorísticos mais conhecidos da Era de Ouro do rádio brasileiro e sua relação com a emissora pública que hoje pertence à Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
A sessão oficial de lançamento será às 20h, na Estação Claro Rio, em Botafogo, no Rio de Janeiro. Depois da exibição, haverá debate e roda de conversa. Uma sessão antecipada ocorreu nessa terça-feira (8), às 18h30, na Sala Glauber Rocha, na sede da Fundação Museu da Imagem e do Som (FMIS), na Praça XV.
O diretor-geral da EBC, Thiago Regotto, afirmou que a participação da empresa no projeto começou nos primeiros contatos com a equipe do documentário. A colaboração incluiu uma gravação no Museu da Rádio Nacional, no Rio de Janeiro. O registro foi transmitido ao vivo pela emissora e acabou incorporado ao filme.
“Essa convergência não aconteceu por acaso e estamos muito felizes em celebrar o aniversário da Nacional com mais esse presente”, disse Regotto.
A história do programa
Criado por Lauro Borges e Castro Barbosa, o PRK-30 foi exibido inicialmente pela Rádio Mayrink Veiga, do Rio de Janeiro. Em 1944, passou para a Rádio Nacional, então a maior emissora do país.
A atração simulava uma estação clandestina com um prefixo inexistente e fazia sátira de novelas, programas de auditório e transmissões esportivas. Quando era transmitida pela Rádio Nacional, instalada no Edifício A Noite, na Praça Mauá, chegou a superar 52% da audiência do mercado radiofônico do Rio de Janeiro.
O documentário também parte do rolo de filme “Abacaxi Azul”, encontrado no acervo da Cinemateca Brasileira. O material era o único registro em imagens do PRK-30 e, depois de restaurado, revelou trechos inéditos.
A produção é da Urca Filmes, em coprodução com o Canal Brasil, a Globo Filmes e a GloboNews. TV Brasil, Rádio MEC, Rádio Nacional, 560 e 1001 Filmes assinam a produção associada. Eduardo Albergaria dirige o filme, produzido por Leonardo Edde.








