VENEZA — O teste de inteligência artificial generativa de vídeos feito para um curta-metragem sobre Marilyn Monroe foi abandonado por Maggie Gyllenhaal depois de a diretora concluir que a tecnologia não entregou o resultado esperado.
A experiência foi solicitada pelas pessoas que encomendaram o projeto. A equipe usou uma ferramenta licenciada e a treinou com filmes de Monroe para os quais tinha os direitos, segundo Gyllenhaal. “E basicamente não funcionou”, afirmou a diretora durante uma palestra sobre inteligência artificial em Veneza.
O curta, intitulado “Flesh Impact”, tem 17 minutos. Dakota Johnson interpreta Monroe no auge da carreira, enquanto Ellen Burstyn vive a atriz em uma fase posterior. A história imagina como teria sido a trajetória de Monroe caso ela não tivesse morrido em 1962.
Gyllenhaal disse que aceitou participar do experimento por curiosidade, mas desistiu da proposta depois de muito trabalho. Para ela, o resultado alcançado por Johnson foi “muito mais comovente, humano, vibrante”.
A diretora americana preside o júri do Festival de Cinema de Veneza e também é responsável pelo curta. Os comentários sobre a produção ressaltam as limitações atuais da inteligência artificial em vídeo e se somam às preocupações da indústria audiovisual sobre os efeitos da tecnologia no emprego.








