RECIFE — O teatro como espelho das vaidades, neuroses e disputas de ego está no centro de “O Mal Eu Não Desejo, Mas o Fim Eu Hei de Ver”, do coletivo Osicran Teatro. A montagem terá sessões nesta sexta-feira (25) e no sábado (26), às 19h, no Teatro Arraial Ariano Suassuna, no centro do Recife. A entrada é gratuita, com retirada de ingressos no local, e a classificação indicativa é de 16 anos.
Com texto de Gildon Oliveira e direção de Eduardo Machado, o espetáculo combina melodrama e humor para acompanhar um grupo de atores durante a preparação de uma radionovela. O ensaio, porém, faz com que os conflitos da ficção se encontrem com dilemas pessoais e com a dificuldade de criar novamente a partir dos impasses do próprio processo teatral.
A temporada começou em 11 de setembro e termina neste sábado (26). No elenco estão Débora Dayane, Wílita Dias, Anderson Freitas, Erivaldo Leal e Júnior Pernambuco.
Uma trajetória de mais de duas décadas
Fundado em Igarassu, o Grupo Osicran de Teatro tem mais de duas décadas de atuação. A produção recebeu incentivo do Prêmio de Ocupação de Pautas do Teatro Arraial, iniciativa da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) voltada à categoria de espetáculos inéditos.
O nome Osicran vem de “Narciso” escrito ao contrário e homenageia o Mestre Narciso Félix de Araújo, artista igarassuense. Para o grupo, a referência ao espelho representa a capacidade do teatro de refletir a sociedade e estimular outros olhares sobre o mundo.
As apresentações acontecem no Teatro Arraial Ariano Suassuna, na Rua da Aurora, 457, no bairro da Boa Vista, no Recife.








