RECIFE — Simone Bittencourt leva a turnê “Que Mulher é Essa?” ao Teatro Guararapes, em Olinda, nesta sexta-feira (25), às 21h. Os ingressos custam a partir de R$ 95 e estão à venda no Cecon Tickets e na bilheteria do teatro. Informações podem ser obtidas pelo telefone (81) 4042-8400.
Aos 76 anos e com pouco mais de 50 de música, palcos e carreira, a cantora construiu o espetáculo a partir do desejo de experimentar, ouvir artistas mais jovens e evitar fórmulas já conhecidas. A direção musical é de Ana Frango Elétrico, e o figurino foi criado por Ronaldo Fraga.
“Não estou começando de novo, estou começando de outro lugar”, afirma Simone ao falar sobre o momento atual. Para ela, a curiosidade continua sendo um impulso artístico, junto da vontade de descobrir novas possibilidades no palco.
Canções, encontros e diferentes mulheres
O repertório reúne compositores, intérpretes, personagens e gerações distintas. Simone canta obras de Roberto e Erasmo e de Belchior, além de prestar homenagens a Gal e Rita Lee. O roteiro também inclui músicas de Ana Frango Elétrico, Ava Rocha e Dona Onete, assim como “Yolanda”, canção que ocupa lugar importante em sua interpretação.
A cantora diz que o conjunto foi organizado para observar a mulher por vários ângulos, sem formar um retrato fechado. As músicas apresentam respostas diferentes à pergunta que dá nome à turnê e permitem a experimentação de outras sonoridades.
A parceria com Ana Frango Elétrico nasceu do interesse de Simone pelo que artistas jovens estão pensando, fazendo e experimentando. Ela descreve a troca como uma relação em que as duas se provocam artisticamente.
Simone também destaca sua ligação com Pernambuco e com seus compositores e intérpretes. O álbum “Da Gente” reúne várias canções feitas com compositores pernambucanos. No show, ela espera encontrar alguns deles na plateia e ouvi-los cantar.
Ao olhar para a própria trajetória, a artista relaciona suas escolhas às experiências, aos erros e aos acertos vividos ao longo dos anos. Ela afirma que cantar diferentes mulheres, sentimentos e histórias ampliou sua liberdade. Também diz se sentir feliz quando uma música ou decisão de carreira ajuda outra mulher a se enxergar com mais liberdade, sem pretender falar por ninguém.








