Augusto Licks classificou como injustas as circunstâncias de sua saída dos Engenheiros do Hawaii, mas afirmou não guardar rancor. A declaração foi feita em uma live no canal Pitadas do Sal, antes do show que marca o retorno do guitarrista ao palco carioca depois de 33 anos, no Manouche, no Jardim Botânico.
"As circunstâncias da minha saída foram muito doídas para o meu lado, foram injustas", disse Licks. Ele preferiu não detalhar o episódio e afirmou que considera esse período encerrado.
Um intervalo longe da música
Depois de deixar a banda, o guitarrista passou por um período sabático para recuperar referências da vida cotidiana, afetadas por uma rotina de cerca de 60 viagens por ano. Licks contou que chegou a não saber mais o preço de itens como um tablete de manteiga ou um par de sapatos.
Nesse intervalo, enfrentou a morte dos pais, se casou e acompanhou o nascimento da filha, hoje com 26 anos. A música voltou a fazer parte de sua vida apenas muito tempo depois, de maneira gradual.
Questionado sobre o caminho seguido pelos Engenheiros do Hawaii após sua saída, Licks disse que não acompanhou aquela fase e que não se sente à vontade para avaliá-la. Ele também afirmou que a banda e outros grupos da mesma geração tiveram uma exposição inédita na mídia, impulsionada pelo mercado do rock nacional a partir de 1985.
Reencontro com Carlos Maltz
O retorno aos palcos ganhou força com a reaproximação de Carlos Maltz. O baterista havia procurado Licks antes da pandemia para propor uma reunião da formação clássica, mas a ideia não avançou. O contato foi retomado em 2024, por intermédio de Sandro Trindade, e os dois passaram dois anos na estrada.
A parceria terminou em 2025, quando Maltz precisou se afastar por questões logísticas e particulares. De acordo com Licks, o próprio baterista incentivou a continuidade do projeto, que agora leva o nome do guitarrista e conta com Sandro Trindade e a baterista Ananda Torres. Os dois músicos vieram de Porto Alegre para o compromisso no Rio.







