Uma reunião do Black Sabbath durante a preparação do álbum “Forbidden” terminou com o baterista Cozy Powell deixando o estúdio e retornando com um canivete. O episódio foi relembrado em uma live semanal do canal de Regis Tadeu, que discutiu os limites da atuação de produtores na obra dos artistas.
A produção do disco havia sido acertada inicialmente com Ice-T, mas o acordo não avançou. O rapper então indicou Ernie C, guitarrista do Body Count, para assumir a função. No primeiro encontro com os integrantes do Black Sabbath, o produtor comentou a maneira de Powell tocar e sugeriu uma mudança na levada, aproximando-a das produções daquele período.
“Olha, Cozy, eu acho que você devia mudar um pouco a tua levada de bateria”, teria dito Ernie C, conforme a reconstituição apresentada na transmissão. A observação encerrou a reunião.
Durante a live, Sérgio Martisn relatou que Powell se levantou, saiu do estúdio e foi até o próprio carro buscar um canivete. Ao retornar, o baterista teria ameaçado ferir os olhos do produtor caso ele voltasse a dizer que sua maneira de tocar precisava mudar. Segundo o relato, a ameaça foi feita seriamente.
O caso foi usado como exemplo do atrito entre músicos e produtores e abriu uma discussão sobre a assinatura de quem conduz um disco. Os participantes diferenciaram os profissionais que procuram extrair a melhor versão do artista daqueles que tentam impor o próprio som por meio da banda.
A transmissão também mencionou outro episódio de conflito: Keith Moon teria arremessado um prato de bateria contra Glyn Johns durante as gravações de “The Who by Numbers”.







